A madrugada deste sábado (3/01) ficou marcada por um ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela. Segundo o texto, o presidente dos EUA, Donald Trump, autorizou uma operação de grande escala que resultou na captura de Nicolás Maduro e de Cilia Flores. O episódio, apresentado como parte da ofensiva para coibir o tráfico de drogas, repercutiu entre moradores venezuelanos da cidade de São Paulo, que acompanham as notícias com apreensão sobre as possíveis consequências políticas e humanitárias.
Entre os que residem em São Paulo está Victor Rosales, de 33 anos, natural da Venezuela. Ele veio ao Brasil para estudar e hoje vive na região central. Victor recebeu relatos de familiares em Caracas e disse ter demorado a acreditar no que ocorria, acompanhando as informações com tensão à distância.
Uma familiar que fica perto de La Carlota, área com quartel e base aérea na capital venezuelana, relatou que as primeiras explosões ocorreram no início da manhã. Embora a rotina tenha sido tentada, ficou claro que a situação era mais grave do que episódios de violência anteriores.
“Quando recebi as primeiras mensagens dos meus familiares, achei que não fosse real, pensei que era inteligência artificial”, afirmou Victor, refletindo a angústia que sente à distância e que transparece no relato de quem vive de fora o que acontece perto.
A professora Denilde Holzhacker, especialista em Ciência Política, avaliou que o cenário venezuelano é preocupante. Segundo ela, tudo depende de como os militares venezuelanos vão reagir e de como a intervenção será coordenada com o poder, a oposição e os grupos no comando, o que pode abrir espaço para disputas internas sobre o controle do processo de transição.
Autoridades de São Paulo reagiram ao ataque. O prefeito Ricardo Nunes afirmou que nenhum povo deve viver sob repressão e destacou a acolhida aos venezuelanos que buscaram refúgio na cidade. O governador Tarcísio de Freitas comentou a operação em tom crítico, referindo-se à imagem de um “ditador cruel e corrupto capturado” em menção a Maduro. O governador em exercício, Felício Ramuth, manifestou apoio à ação, enquanto o ex-secretário Guilherme Derrite associou Lula ao líder venezuelano.
O texto também apresenta um panorama da crise entre EUA e Venezuela. A tensão vinha crescendo desde agosto de 2025, quando os EUA aumentaram a recompensa por informações sobre Maduro para 50 milhões de dólares e reforçaram a presença militar no Caribe com navios de guerra e submarinos nucleares. Maduro foi acusado de liderar o Cartel de los Soles, enquanto os EUA intensificaram sanções e ações contra o petróleo venezuelano. Em dezembro, caças F-18 sobrevoaram áreas próximas a Caracas, elevando a pressão. Mesmo assim, Maduro tentou dialogar com Donald Trump, sem resultados. A operação militar americana, denominada “Lança do Sul”, já envolve mais de 20 embarcações com o objetivo oficial de combater o tráfico de drogas, numa região mergulhada em disputa política e militar.
Especialistas ressaltam que a escalada pode provocar disputas internas na Venezuela e destacam a necessidade de monitoramento internacional para reduzir a instabilidade e definir o caminho do país. A crise entre EUA e Venezuela exige atenção constante de autoridades brasileiras e da comunidade internacional.
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