Entenda por que ataques dos Estados Unidos na Venezuela não devem causar mudanças na Copa do Mundo

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A ofensiva militar realizada pelos Estados Unidos na Venezuela, no último sábado (3), resultou na prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, mas não deve provocar impactos na realização da Copa do Mundo de 2026, que começará em pouco mais de cinco meses e será organizada pelos Estados Unidos, México e Canadá.

Com a repercussão internacional da operação, analistas e usuários das redes sociais passaram a comparar o episódio ao que ocorreu em 2022, quando a Rússia foi punida após invadir a Ucrânia. Naquele contexto, a federação russa foi retirada das Eliminatórias Europeias e acabou fora da Copa do Mundo do Catar, disputada no mesmo ano, além de ficar impedida de participar do Mundial seguinte.

No cenário de 2022, as seleções europeias ainda disputavam vagas para o Mundial. A Rússia se preparava para enfrentar a Polônia na repescagem, e o vencedor do duelo entre Suécia e Chequia enfrentaria quem avançasse do outro confronto.

Em 28 de fevereiro de 2022, as entidades anunciaram conjuntamente que “todas as equipes russas, sejam elas seleções nacionais ou clubes, ficarão suspensas da participação em competições da FIFA e da UEFA até novo aviso”. Ou seja, a medida atingiu o processo classificatório, e não diretamente a Copa do Mundo.

Por que a Copa de 2026 não mudará de sede – O torneio depende diretamente dos Estados Unidos, que receberão 78 dos 104 jogos, incluindo todas as partidas a partir das quartas de final. Além disso, contratos bilionários com patrocinadores já estão firmados, tornando inviável qualquer mudança de sede a poucos meses do início. Conforme regulamentos da FIFA, os países-sede também têm vaga assegurada no Mundial.

A operação coloca a FIFA em uma posição sensível. No mês passado, o presidente da entidade, Gianni Infantino, concedeu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Primeiro Prêmio da Paz da FIFA. “O senhor sempre poderá contar, Sr. Presidente (Trump), com o meu apoio, com o apoio de toda a região do futebol, para ajudá-lo a fazer a paz e a prosperar no mundo inteiro”, afirmou Infantino na ocasião.

O que você pensa sobre os impactos desse episódio para a política internacional e para o Mundial de 2026? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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