Preso na Farra do INSS mandou R$ 300 mil a investigada na CPI da Covid

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Investigação sobre a Farra do INSS envolve uma rede de empresas ligadas a Samuel Chrisostomo. Segundo o relatório, a Cifrão Tecnologia, microempresa de desenvolvimento de software, recebeu R$ 1,6 milhão da Conafer em outubro de 2023 e repassou o montante à BSF Gestão de Saúde, além de manter outras transferências simultâneas.

O Coaf aponta que a Cifrão Tecnologia, registrada como microempresa de desenvolvimento de programas de computador, tinha faturamento declarado de apenas R$ 11.240,86, mas movimentou aproximadamente R$ 1,625 milhão a mais do que a capacidade declarada no mês analisado, após o recebimento da Conafer.

No mesmo período, 60 transferências imediatas saíram das contas da Cifrão, incluindo R$ 150 mil para JSM Serviços, R$ 100 mil para N&C Distribuidora de Agropecuários e R$ 22 mil para Lucineide dos Santos Oliveira, sócia da AAB, além de outras operações.

Além disso, R$ 525 mil foram transferidos para a Solution BRB Nova, outra empresa de Samuel.

A BSF Gestão de Saúde é descrita pelo Coaf como empresa de consultoria e gestão de benefícios em saúde, ligada de forma indireta à Precisa Comercialização de Medicamentos Ltda., alvo de investigações do MPDFT na operação Falso Negativo, relacionada à aquisição de vacinas e irregularidades.

O relatório cita ligação entre BSF, Global Gestão em Saúde e Francisco Emerson Maximiano, sócio da Precisa, com indícios de movimentação de grandes valores por meio de suas empresas, incluindo ações investigadas pelo MPF sobre a compra da vacina Covaxin, no valor de R$ 1,6 bilhão.

O Coaf também aponta que a Precisa e a BSF teriam ligações com operações de fraude, superfaturamento e corrupção envolvendo a compra de medicamentos de alto custo, com menções à atuação de agentes públicos entre 2016 e 2018. A PF e a CPI da Covid-19 também são citadas no contexto de investigações sobre irregularidades em contratações e serviços de saúde.

No documento para a CPMI do INSS, o relatório descreve ainda repasse a lobista Danilo Berndt Trento, com transferência de R$ 100 mil para Danilo por meio da Impacto Serviços de Apoio Adm, sediada no mesmo endereço da empresa de Samuel. A PF aponta atuação conjunta com o ex-procurador-geral do INSS para desviar recursos das aposentadorias. Trento foi alvo da CPI da Covid-19 em 2021 e, segundo o relatório de inteligência financeira, recebeu R$ 11,6 milhões da T5 Participações LTDA, empresa criada inicialmente como Burgueragem em Cidade Monções, SP, e cuja finalidade foi alterada após aquisição em 2022.

Francine da Rosa, cujo nome aparece como única sócia da T5 após março de 2024, também é citada como sócia administradora da BSF Gestão de Saúde. Francine vive em Tubarão, SC, já foi beneficiária do Bolsa Família e do Auxílio Brasil até dezembro de 2022, e hoje é apontada como a proprietária da empresa que pagou R$ 11,6 milhões a Danilo Trento.

O outro lado O Metrópoles tentou contato com as pessoas citadas, mas não obteve retorno até a atualização mais recente. O espaço permanece aberto para futuras manifestações.

Convido você a deixar sua opinião nos comentários sobre esse caso, seus impactos para a fiscalização de recursos públicos e o que precisa mudar para evitar fraudes em benefícios da saúde e da Previdência.

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