Uma vez golpistas, sempre golpistas. Aqui e em qualquer outro lugar

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Lula pode enfrentar, caso se reeleja, uma dívida impagável com Donald Trump e com seus apoiadores da direita brasileira, os bolsonaristas raiz e os que insistem em posar de civilizados. O tempo até as eleições é curto — 273 dias no primeiro turno ou 294 no segundo — e o cenário envolve alianças e pressões internacionais que afetam a campanha.

O texto sustenta que Lula busca o quarto mandato e entraria para a história como o brasileiro que mais tempo governou o país dentro da legalidade, superando Getúlio Vargas. Mesmo diante de rupturas políticas, a trajetória aponta para uma presença cada vez mais marcante na cena pública.

Há um ano, muitos davam Lula como politicamente morto. A virada ocorreu após o tarifasço aplicado por Trump aos produtos brasileiros, abrindo espaço para a recuperação do ex-presidente junto aos eleitores que rejeitam o establishment.

Além disso, Trump pressionou para que o STF suspendesse o julgamento de Bolsonaro e de seus aliados, o que Lula usou para fortalecer a defesa da soberania brasileira. O país foi apresentado como defensor de princípios nacionais diante de pressões externas.

A leitura conservadora da época é a de que a direita temia os reflexos econômicos do tarifasço, mas também acreditava que Bolsonaro poderia se manter politicamente viável. Essa dúvida acabou ajudando a moldar o discurso de oposição e a reorganizar alianças.

As mudanças não demoraram a chegar. Trump recuou no tarifasso e aproximou-se de Lula, enquanto o STF condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, com cumprimento em regime fechado. Esse desfecho teve impactos profundos no equilíbrio político do país.

O ano de 2025 foi marcado por inflação abaixo da meta, menor índice de desemprego em mais de uma década e rendimento real de todos os trabalhos atingindo um novo recorde de R$ 3.574, aumento de 1,8% no trimestre e 4,5% no acumulado de 12 meses. Esses números compõem o pano de fundo econômico das disputas eleitorais.

Na suplente de lideranças, Bolsonaro apontou o filho Flávio como herdeiro de seus votos, o que desgastou a candidatura de Tarcísio de Freitas e dificultou a recomposição da direita. A leitura é de que o bloco conservador segue sem rumo e recorre a velhos símbolos de opposic?ão para tentar manter influência.

Com a direita desorientada, o papel de Trump volta a ganhar peso, enquanto Lula agradece por ter aproveitado o momento para consolidar sua posição. As referências sobre o cenário externo e as respostas institucionais moldam a cobertura política no país.

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E você, como enxerga o equilíbrio entre as forças políticas neste momento? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe o que acha que pode mudar até as eleições.

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