Brasil reforça posição contra ataque a Venezuela em reunião da Celac

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Meta description: Celac debate o ataque dos EUA à Venezuela. Brasil, representado por Mauro Vieira, reafirma posição de Lula e busca desescalada com apoio da UE; ONU deve atuar.

O Brasil participou neste domingo de uma reunião da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) para discutir o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a prisão do presidente Nicolás Maduro. Durante o encontro, que durou cerca de duas horas, o Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que reiterou a posição defendida pelo presidente Lula. Nas redes sociais, Lula afirmou que as ações “ultrapassam uma linha inaceitável” e “representam uma afronta gravíssima à soberania” da Venezuela.

Segundo Vieira, os bombardeios no território venezuelano e a captura de Maduro configuram uma linha inaceitável e um precedente perigoso para a comunidade internacional. O presidente Lula também destacou, em tom firme, a gravidade da situação e a necessidade de contenção de novas escaladas.

O ministro informou ainda que já manteve conversas com México, Uruguai, França e a União Europeia sobre a posição do Brasil. A União Europeia divulgou uma nota assinada por 26 dos 27 membros (Hungria ficou de fora), na qual se pediu “calma e contenção de todas as partes” e o respeito à vontade do povo venezuelano.

Participaram do encontro países-chave da região, incluindo a Argentina, que se posicionou contra a publicação de uma declaração conjunta. Em outro desdobramento, Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram uma declaração que expressa preocupação com a “apropriação externa” de recursos naturais da Venezuela e pede que a ONU atue para a desescalada, após o ataque norte-americano.

Amanhã, o Conselho de Segurança da ONU se reúne às 12h de Brasília para discutir a questão.

(Caso você tenha visto comentários ou leituras divergentes, conte-nos nos comentários abaixo: como você avalia a atuação brasileira e o papel da comunidade internacional nessa crise entre EUA e Venezuela? Queremos ouvir a sua opinião.)

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