Após ganhar força como provável candidato ao governo de São Paulo, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) vê suas perspectivas enfraquecerem diante da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência e da rejeição crescente ao seu vice, Mello Araújo (PL), no cenário político.
No início, aliados imaginaram que Nunes poderia assumir o Palácio dos Bandeirantes, mas a atuação de Mello — que passou a fiscalizar contratos, barrar emendas de vereadores da base e exonerar servidores sem avisar o prefeito — elevou o desgaste. Além disso, o apoio de Jair Bolsonaro a Flávio fechou o caminho para uma disputa estadual com a chancela do ex-presidente.
“Muita gente aqui falou um pouco do futuro. Eu, sinceramente, desejo concluir o mandato, mas se algum desafio vier pela frente, eu vou estar sempre às ordens para poder trabalhar pela nossa cidade, pelo nosso estado” disse Nunes.
Em outubro, o cenário parecia mais promissor: Nunes foi homenageado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), com aliados citando seu nome como possível sucessor de Tarcísio de Freitas, e ele sinalizou disposição para enfrentar a tarefa, caso necessário.
O vice, por sua vez, tornou-se fonte de desgaste. Mello Araújo atuou fiscalizando contratos e emendas; ao assumir interinamente durante a viagem de Nunes, barrou emendas da base e exonerou servidores sem avisar. Ele também criticou Tarcísio pela gestão da Cracolândia, defendendo ações de abordagem a dependentes químicos.
Apesar das críticas, Nunes e aliados seguiram otimistas em novembro, com a pauta de segurança fortalecendo o posicionamento da direita. O papel de Flávio Bolsonaro no tabuleiro institucional ganhou relevância, mas o apoio do ex-presidente mudou a leitura sobre 2026.
O entorno de Tarcísio vê o governador como plano B do grupo caso Flávio perca fôlego. Enquanto isso, Kassab (PSD), Felício Ramuth (PSD), André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) já começam a se movimentar, tornando a disputa interna mais acirrada. No fim de novembro, Nunes afirmou que não disputaria as eleições e que cumpriria o mandato até 2028, dedicando-se à campanha de Tarcísio e citando Ramuth como provável candidato caso o governador vá ao Planalto.
A leitura é de que o cenário permanece incerto, com o Crivo da segurança pública mantendo-se no centro do debate e o apoio a Flávio Bolsonaro ampliando as possibilidades de alianças futuras. A relação entre Nunes, Mello e o eixo Bolsonaro continua a moldar as estratégias do grupo para 2026 e além.
E você, o que acha que vai definir o futuro político de São Paulo frente a esses movimentos? Compartilhe nos comentários sua leitura sobre Nunes, Mello e Flávio Bolsonaro, e como isso pode impactar a política estadual e nacional nos próximos meses.

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