França condena 10 pessoas por assédio virtual contra mulher de Macron

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França condenou nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, 10 pessoas por assédio virtual sexista contra a primeira-dama Brigitte Macron, alvo de boatos de que teria nascido homem. Os réus — oito homens e duas mulheres — tinham entre 41 e 65 anos e postaram comentários que difundiam a narrativa falsa sobre a identidade da esposa do presidente.

As penas vão de treinamento de conscientização sobre cyberbullying a até 8 meses de prisão, conforme a gravidade das mensagens. O tribunal descreveu os comentários como “particularmente degradantes, insultuosos e maliciosos”, associando a suposta identidade trans e até a acusação de pedofilia envolvendo Brigitte Macron.

Entre os condenados está Delphine Jegousse, 51, conhecida como Amandine Roy, que se apresenta como médium e autora, e teve papel central na disseminação do boato ao lançar um vídeo de quatro horas em seu canal no YouTube em 2021. Ela recebeu 6 meses de prisão. Aurélien Poirson-Atlan, 41, conhecido como Zoé Sagan, cuja conta X foi suspensa em 2024 após menções em investigações, foi condenado a 8 meses de prisão. Outros réus incluem um funcionário público eleito, um professor e um cientista da computação; muitos disseram ter feito os comentários como humor ou sátira e afirmaram não entender o motivo de serem processados.

O caso se insere em anos de teorias da conspiração que afirmam, sem fundamento, que Brigitte Macron nasceu com o nome Jean-Michel Trogneux. Além disso, os Macrons moveram ações de difamação nos Estados Unidos contra a influenciadora Candace Owens, em resposta a conteúdos que repetiam essas falsas narrativas.

A investigação por assédio virtual foi coordenada pela Brigada de Repressão ao Crime contra Pessoas (BRDP), após uma denúncia de Brigitte em 27 de agosto de 2024. Desde então, ocorreram várias ondas de prisões, especialmente em dezembro de 2024 e fevereiro de 2025.

Brigitte Macron disse, em entrevista à TF1, que iniciou procedimentos legais para “dar o exemplo” na luta contra o assédio. A filha do casal, Tiphaine Auzière, relatou ao tribunal que a situação deteriorou a vida da mãe e chegou a afetar os netos, reforçando o impacto do assédio na família.

Em relação ao conjunto de ações legais, os Macrons buscaram também responsabilização nos EUA, acionando Candace Owens por difamação. O processo acompanha a repercussão internacional das críticas e reforça a persistente batalha do casal contra boatos e ataques online.

E você, o que pensa sobre o papel das redes e da responsabilidade online diante de boatos e ataques contra figuras públicas? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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