‘Inferno na Terra’: saiba como é o presídio onde Maduro está detido em NY

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Após deixar Caracas a bordo de um navio de guerra e passar por Guantánamo, o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro chegou ao Centro de Detenção Metropolitano (MDC), no Brooklyn. A unidade federal, que hoje abriga o herdeiro político de Hugo Chávez, é descrita por advogados e juízes locais como “o inferno na Terra”. Maduro e a esposa, Cilia Flores, aguardam julgamento por narcotráfico e narcoterrorismo em uma instalação marcada por crises humanitárias.

O MDC é apresentado como uma fortaleza vertical de concreto, localizada a poucos quilômetros de pontos turísticos como a Quinta Avenida e o Central Park, inaugurada na década de 1990. A estrutura é conectada aos tribunais federais por corredores subterrâneos, permitindo o transporte de presos sem exposição pública. Atualmente, é a única unidade do Departamento Federal de Prisões (BOP) em funcionamento na cidade, após o fechamento da antiga prisão de Manhattan.

A fama de violência e precariedade explica o apelido de “inferno na Terra”. O presídio opera com superlotação crônica — abriga mais de 1.300 detentos em espaço para 1.000 — e enfrenta carência de funcionários. Relatos da defensoria pública e de veículos de mídia apontam para vermes na alimentação, atendimento médico deficiente e falhas estruturais, incluindo uma pane elétrica que deixou presos sem aquecimento durante o inverno.

Esse ambiente de desordem resultou em episódios de violência, com homicídios e quatro suicídios registrados entre 2021 e 2024. Juízes federais já se recusaram a remeter condenados ao MDC, citando gestão inaceitável e letal. A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, descreveu as condições como violação dos direitos humanos.

Apesar das condições, o MDC continua o destino padrão para detentos de alta periculosidade. Maduro divide o complexo com figuras históricas do crime organizado e outras personalidades que entraram ou passaram pela instituição, incluindo Ismael “El Mayo” Zambada, Joaquín “El Chapo” Guzmán e Juan Orlando Hernández, além de celebridades como o rapper Sean “Diddy” Combs e o fundador da FTX, Sam Bankman-Fried.

Maduro chegou a Nova York vestindo roupas esportivas e sandálias com meias, algemado, e chegou a desejar “Happy New Year” aos agentes que o escoltavam. Ele e Cilia Flores aguardam julgamento por narcotráfico e narcoterrorismo em meio a relatos de condições degradantes e crise humanitária.

O caso reacende o debate sobre o tratamento de presos de alta periculosidade e as condições de prisões federais nos Estados Unidos. Como você vê a situação do MDC e as condições de alojamento para detentos com perfis semelhantes? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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