Meta description: Em sessão de emergência da ONU, Brasil, Colômbia e Cuba condenam a intervenção dos EUA na Venezuela e defendem o diálogo, a soberania e o direito internacional; Argentina vê a ação como passo contra narcoterrorismo, enquanto a região observa as consequências para a paz sul-americana.
Durante a reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU em 5 de janeiro de 2026, o embaixador Sérgio França Danese afirmou que a paz na América do Sul está em risco após a intervenção armada dos EUA na Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, ocorrido no fim de semana anterior.
Para o Brasil, a ação violou a Carta da ONU e representou uma linha inaceitável do ponto de vista do direito internacional. Danese ressaltou que o futuro da Venezuela deve ser decidido pelo povo venezuelano, por meio do diálogo e sem interferência externa, dentro do marco do direito internacional, e que o mundo não pode confundir um novo cenário multipolar com esferas de influência.
Colômbia e Cuba adotaram argumentos semelhantes. A embaixadora colombiana Leonor Zalabata Torres afirmou que os EUA violam o direito internacional e a soberania venezuelana, alertando para impactos humanitários e regionais. Ela disse que ações unilaterais contrárias ao direito internacional colocam em risco a estabilidade regional.
O diplomata cubano Ernesto Soberón Guzmán acusou os EUA de buscar o controle da produção de petróleo e de recursos naturais da Venezuela, negando que Cuba atue de forma secreta no território venezuelano. Ele ressaltou que as acusações não têm base factual e desviam a atenção dos atos cometidos pelos Estados Unidos na região.

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