Na terça-feira, 6 de janeiro de 2026, o Brasil classificou a captura de Nicolás Maduro como um “sequestro”. Em reunião do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), o embaixador Benoni Belli afirmou que os bombardeios no território venezuelano e esse sequestro ultrapassam uma linha inaceitável, representando uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e ameaçando a comunidade internacional com um precedente perigoso.
Belli completou que a ação viola a proibição do uso da força, lembrando os piores momentos de interferência na política da América Latina e do Caribe. O momento, segundo ele, “evoca tempos que considerávamos ultrapassados, mas que voltam a assolar a América Latina e o Caribe”. A soberania internacional, ressaltou, depende do direito internacional e das instituições multilaterais para que os povos possam exercer sua autodeterminação.
A OEA, que diz ter como missão promover a pauta, realizou nesta terça-feira uma reunião de emergência em Washington para debater os recentes acontecimentos na Venezuela. No sábado, as forças armadas dos EUA capturaram Maduro, ex-presidente venezuelano, e o levaram para Nova York, onde ele enfrenta julgamento por narcotráfico.
O episódio reacende debates sobre soberania, o uso da força e o papel das instituições internacionais na região, destacando a necessidade de mecanismos diplomáticos firmes para evitar precedentes que possam impactar a estabilidade política latino?americana e caribenha.
Qual é a sua leitura sobre esse caso e o papel da OEA diante de tensões tão graves? Compartilhe sua opinião nos comentários e vamos debater as implicações para a região.

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