O Instituto Cristão alerta que mudanças planejadas nas leis contra o discurso de ódio no Canadá podem levar à criminalização da citação da Bíblia Sagrada.
As alterações propostas à Lei de Combate ao Ódio removem as isenções que impediam condenação por declarações supostamente odiosas feitas de boa fé com base na crença em textos religiosos.
Embora apresentadas como proteção contra o antissemitismo, surgem preocupações de que as emendas possam ser usadas contra cristãos.
A Conferência Canadense de Bispos Católicos também se manifestou contra as mudanças, destacando ao primeiro-ministro que eliminar a defesa de boa fé baseada em textos religiosos levanta questões relevantes sobre liberdade de expressão e fé.
As alterações estão sendo apresentadas pelo Ministro da Justiça, Sean Fraser, e pelo Bloc Québécois.
Paul Carter, em artigo para a The Gospel Coalition Canada, aponta que a remoção da defesa de boa fé pode não ser a maior ameaça; o maior perigo, segundo ele, é a proposta de eliminar a necessidade de aprovação do procurador-geral provincial antes que qualquer acusação por ódio possa ser feita, o que permitiria ações contra cidadãos, igrejas e pastores, mesmo sem probabilidade objetiva de condenação.
Além disso, o projeto de lei poderia abrir espaço para denúncias de indivíduos privados, gerando ações judiciais dispendiosas que desviariam atenções de público, com potencial de multas ou penas de prisão.
A discussão sobre leis de discurso de ódio já preocupa cristãos em várias partes do Ocidente. O caso da política finlandesa Päivi Räsänen, que enfrentou acusações por um tweet citando o livro de Romanos sobre a homossexualidade, ilustra a tensão entre expressão religiosa e regulamentação online.
Este debate afeta a liberdade de expressão e a vida religiosa na região. Compartilhe sua opinião nos comentários: você acha que as mudanças fortalecem a proteção contra o ódio ou restringem a expressão de fé?

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