O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da Minoria na Câmara, confirmou em suas redes sociais que já recolheu, até esta terça-feira (6), 229 assinaturas em apoio à criação de uma CPMI para investigar possíveis crimes financeiros do Banco Master. Ao todo, 196 deputados e 33 senadores já assinaram o requerimento.
Entre a bancada baiana, dos 39 deputados na Câmara, apenas o Capitão Alden (PL) assinou; Alden é o vice-líder da Oposição. Entre os senadores baianos, nenhum assinou.
Jordy afirmou que continuará coletando assinaturas nos próximos dias, mesmo já tendo atingido o mínimo para protocolar o pedido. O requerimento exige, no mínimo, 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores.
A etapa de avaliação deve começar a partir de 1º de fevereiro, quando o Congresso inicia os trabalhos de 2026. Caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir se acolhe o pedido e instala a CPMI.
A justificativa envolve a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que revelou um esquema de fraudes no Banco Master estimado em R$ 12 bilhões, com uso de empresas de fachada, emissão de títulos sem lastro e envolvimento de servidores públicos.
Após a operação da PF, que resultou na prisão do proprietário Daniel Vorcaro, o Banco Central decidiu pela liquidação do banco. O requerimento afirma que a instituição foi usada como canal de lavagem de dinheiro por facções criminosas.
Além das fraudes, o requerimento aponta ligações entre o Master e ministros do STF, como Alexandre de Moraes. O documento cita um contrato de R$ 131 milhões entre o banco e a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes.
Segundo a jornalista Malu Gaspar, do O Globo, o contrato previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões, durante 36 meses.
O tema envolve política, justiça e fiscalização financeira, ganhando destaque conforme o Congresso discute os próximos passos. E você, o que pensa sobre a abertura da CPMI e as possíveis ligações entre o Banco Master e autoridades?

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