Gustavo Petro rebateu nesta terça-feira (6/1) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu uma operação militar contra a Colômbia após a ofensiva norte-americana na Venezuela. Petro afirmou que sua gestão lidera uma política eficaz contra o narcotráfico e que os resultados são concretos.
Petro escreveu que “Esses são fatos, não retórica. Como um homem pragmático como Trump pode não perceber que está cometendo uma enorme injustiça contra um povo que derramou seu sangue para defender os EUA e alcançou um sucesso imenso sob meu governo?”
Ele afirmou que o governo está prestes a alcançar um marco histórico no enfrentamento ao narcotráfico: mais de 3,5 mil toneladas de cocaína apreendidas, com 2,8 mil toneladas certificadas até agora, o que representa 32 bilhões de doses impedidas de chegar aos EUA. “É um número histórico”, disse Petro.
Um trecho da publicação em espanhol reproduz números citados por Petro, incluindo a afirmação de que as 3,5 mil toneladas de cocaína devem ser alcançadas no fim do governo, com 2.800 toneladas certificadas e as cifras associadas a dezenas de bilhões de doses. A publicação descreve o feito como histórico.
Petro também rebateu uma das principais acusações de Trump — a de que ele seria conivente com o tráfico de drogas — atribuindo a narrativa a uma tentativa de minar a cooperação entre os países.
“O governo dos EUA reage dizendo que é a polícia, e não eu, que está espalhando a mentira de que eu sou o chefe do tráfico de drogas”, escreveu Petro. Ele ressaltou que Trump deveria agradecer pela cooperação da Colômbia no combate ao narcotráfico e pelo sacrifício de centenas de soldados e policiais nessa luta.
O texto também menciona que, após o ataque dos EUA à Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro no último sábado (3/1), Trump comentou sobre a região, sugerindo que o México precisa se organizar e que ações fortes ali poderiam ser consideradas.
E você, o que pensa sobre esse embate entre líderes da região e as estratégias de combate ao narcotráfico? Deixe sua opinião nos comentários.

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