O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, descartou o envio de tropas para a Venezuela e, em entrevista nesta segunda-feira (5/1),
após reunião com secretários do governo de Donald Trump, afirmou que a Venezuela deve realizar eleições presidenciais em breve. “Não esperamos tropas na Venezuela”, ressaltou.
A declaração de Johnson surgiu após o encontro com o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, em que o tema Venezuela também foi discutido. “Algumas dessas coisas ainda estão sendo definidas, é claro, mas isso (a eleição) deve acontecer em breve”, completou.
No sábado (3/1), militares dos Estados Unidos atacaram Caracas e capturaram Nicolás Maduro, que foi preso e levado para os Estados Unidos. Especialistas em direito internacional afirmaram que a ação é ilegal por não ter aprovação do Congresso.
A posição do deputado contrasta com a de Trump, que disse não descartar o envio de tropas para a Venezuela. Segundo a Constituição dos EUA, o envio de militares a outro país requer aprovação do Congresso.
Trump no comando – o presidente disse, em entrevista, que está no comando da Venezuela, afirmando “Eu”. Ele destacou que um grupo de lideranças do governo americano participa das decisões, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hegseth, o vice?chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, e o vice?presidente JD Vance, cada um com especialidades diferentes.
Questionado se os EUA estão em guerra com a Venezuela, Trump negou: “Estamos em guerra com quem vende drogas. Estamos em guerra com quem esvazia suas prisões em nosso país, com seus viciados em drogas e com seus hospitais psiquiátricos”.
A cobertura também contextualiza a relação com a América do Sul, mencionando encontros entre líderes regionais, como Lula e Maduro, para situar o cenário político além das declarações de Washington.
Especialistas em direito internacional já alertaram que a ofensiva de sábado não possui respaldo claro sem anuência do Congresso, gerando debates sobre legitimidade e consequências para a região.
Galeria de imagens: abaixo estão registros da ofensiva em Caracas e de figuras-chave envolvidas, com imagens de arquivo que ajudam a entender o contexto do momento.











A cobertura reforça a tensão entre EUA e Venezuela e o debate sobre a legalidade de ações militares no exterior sem aprovação do Congresso. O tema é sensível na geopolítica regional, com desdobramentos que afetam países da América do Sul.
E você, qual é a sua leitura sobre as declarações de Johnson e as posições de Trump? Deixe sua opinião nos comentários. Como a situação pode evoluir nos próximos dias e meses?

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