O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (7/1) que teme a repetição do episódio em que o pai, Jair Bolsonaro (PL), caiu na cela onde cumpre pena, batendo a cabeça. Segundo ele, a situação exige acompanhamento médico contínuo.

O episódio ocorreu na terça-feira (6/1) na cela da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, onde o pai, Jair Bolsonaro, cumpre pena de 27 anos e 3 meses por liderar uma trama golpista. A defesa solicitou autorização judicial para a realização de exames médicos após a queda.
Na manhã desta quarta (7/1), o ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou a saída do ex-presidente da prisão para avaliação médica. Bolsonaro deixou o DF Star por volta das 11h20, escoltado por comboio de viaturas da Polícia Federal, com apoio de batedores da Polícia Militar e da Polícia Penal, e seguiu para o hospital em Brasília.
Os pedidos médicos descrevem o quadro clínico como “compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda, crise convulsiva a esclarecer, oscilação transitória de memória e lesão cortante em região temporal direita”. A autorização incluiu a realização dos seguintes exames:
- Tomografia Computadorizada de Crânio;
- Ressonância;
- Magnética de Crânio; e
- Eletroencefalograma.
Após a bateria de exames, Bolsonaro deixou o DF Star por volta das 16h30 desta quarta-feira e retornou à Superintendência da PF, onde permanece preso.
Os exames realizados confirmaram traumatismo leve nas partes moles da cabeça.
“Se você não tiver um acompanhamento integral diante de uma pessoa de 70 anos, com as diversas comorbidades que ele tem, depois de um evento como esse, extremamente grave, que provavelmente vai acontecer de novo… Se não tiver um acompanhamento integral, não só de familiar, tem que ser médico, enfermeiro integral acompanhando ele – eu tenho receio e quase certeza que vai acontecer novamente e pode ser uma coisa fatal”, disse Carlos Bolsonaro ao ser questionado se a defesa voltará a pedir prisão domiciliar.
A defesa mantém a linha de que o quadro clínico exige monitoramento médico constante, dada a idade e as comorbidades. A situação segue sob vigilância médica e jurídica, com decisões futuras aguardadas conforme os resultados dos exames e a avaliação clínica.
Fique atento e aproveite para compartilhar sua opinião sobre o tema nos comentários: você acha que as medidas de acompanhamento médico devem se manter estritamente enquanto Bolsonaro estiver detido?

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