Forças policiais especiais e maquinário pesado cercaram a Igreja de Yayang, em Wenzhou, Zhejiang, China, elevando temores de danos ao prédio ou de remoção da cruz. Imagens dos andaimes ao redor do telhado e da cruz foram compartilhadas por Bob Fu, fundador da ChinaAid.
O episódio ocorre após a prisão ou dispersão, em dezembro, de cerca de 200 pessoas ligadas à igreja, sem que as autoridades apresentassem explicação formal.
As forças estabeleceram cordões de segurança e proibiram filmagens; moradores da região perto da igreja receberam ordens para deixar o local. Equipamentos de grande porte, como guindastes e tratores, foram vistos nas imediações.
Durante a operação, dois líderes religiosos foram detidos; os mandados os descreviam como suspeitos de liderar uma “organização criminosa” acusada de incitar brigas e tumultos, embora a ChinaAid afirme que nenhum ato ilegal específico foi citado.
As autoridades chinesas monitoram com rigor as atividades cristãs, com especial atenção a igrejas não registradas; dezenas de pastores da Igreja de Sião, uma igreja doméstica clandestina, foram presos em outubro. Atualização: parte do prédio da igreja vem sendo demolida pela administração do governo chinês no dia 6 de janeiro. Benedict Rogers, diretor sênior da Fortify Rights, disse que incidentes como esse estão se tornando “cada vez mais comuns”, destacando a hostilidade do Partido Comunista Chinês à religião e o desejo de controle total sobre o povo. A China Aid afirmou que a série de ações evidencia tensões entre a administração local e as atividades religiosas, com moradores da cidade de Yayang acompanhando os desdobramentos e temendo novas medidas de fiscalização que possam impactar a vida cristã na região.
E você, o que pensa sobre essas ações de fiscalização e repressão a práticas religiosas na China? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo para enriquecer o debate.

Facebook Comments