O Partido dos Trabalhadores (PT) ingressou com uma série de ações judiciais e representações contra políticos opositores que associaram a sigla e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao narcotráfico. As medidas foram tomadas após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, no último fim de semana. Maduro deverá ser julgado nos EUA por crimes como conspiração para narcoterrorismo.
Na terça-feira, o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), protocolou uma representação à Polícia Federal contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). O documento se baseia numa montagem que mostra Lula preso em uma intervenção estrangeira, e Lindbergh afirma que Nikolas deve responder criminalmente por “normalizar intervenção militar estrangeira no Brasil”. Também foram incluídos na representação o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, por declarações anteriores.
Sobre Flávio Bolsonaro, Lindbergh citou declarações de outubro, nas quais o senador afirmou que os EUA poderiam atacar “organizações terroristas” na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. “Vocês são vira-latas, defendem isso mesmo. Querem que o Brasil seja colônia norte-americana. Vamos continuar defendendo a democracia”, disse Lindbergh.
Também na terça-feira (6), conforme o jornal O Globo, o PT decidiu processar o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), que o qualificou como “narcoafetivo” ao comentar a situação de imigrantes venezuelanos no estado. Ramuth afirmou que esse êxodo pode levar essas pessoas a retornar ao país, onde poderão “desfrutar de liberdade”, criticando o governo por manter o que chamou de estado narcoafetivo.
Anteriormente, o PT já havia ingressado com uma ação por danos morais contra o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP). O parlamentar publicou um vídeo associando PT e Lula ao tráfico de drogas e escreveu “Tem que ser preso” ao lado de uma foto de Lula abraçado com Maduro. Segundo o PT, o conteúdo difunde “narrativa sabidamente falsa e difamatória” sem lastro fático ou jurídico. As informações são do O Globo.
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