O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está avaliando caminhos para adquirir a Groenlândia, incluindo a possibilidade de uso da força militar, segundo divulgou a Casa Branca. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, afirmou que a Groenlândia é uma prioridade para a segurança nacional e vital para dissuadir adversários no Ártico. A equipe presidencial discute várias opções para alcançar esse objetivo, com o Exército dos EUA entre as possibilidades consideradas.
A Groenlândia ocupa posição estratégica no Ártico e abriga recursos naturais relevantes, como minérios e terras raras. O interesse ganhou impulso após episódios recentes envolvendo a região, reforçando a percepção de que o território é essencial para a defesa norte-americana. As respostas oficiais enfatizam que questões dessa magnitude envolvem soberania e alianças, sobretudo com a Dinamarca e a OTAN.
Os líderes locais não veem Groenlândia à venda: o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, afirmou que o território não está à venda, enquanto a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse que a ideia de os EUA assumirem a Groenlândia não faz sentido e reiterou que o destino da ilha é de responsabilidade de Dinamarca e Groenlândia dentro da OTAN.
A publicação de Katie Miller no X, com uma imagem da Groenlândia envolta em cores americanas e a palavra Soon, provocou críticas de autoridades dinamarquesas e groenlandesas. O embaixador dinamarquês nos EUA, Jesper Moller Sorensen, afirmou que EUA e Dinamarca são aliados próximos e que é preciso respeitar a integridade territorial da Groenlândia, citando investimentos de cerca de US$ 13,7 bilhões em 2025 para segurança no Ártico e no Atlântico Norte.
No âmbito diplomático, as relações entre EUA e Dinamarca ganharam contornos tensos nos últimos meses. O vice-presidente J. D. Vance visitou uma base militar remota na Groenlândia e acusou a Dinamarca de investir pouco na ilha. Em dezembro, Trump indicou Jeff Landry como enviado especial para a Groenlândia, o que gerou cobranças de respeito pela integridade territorial por parte de autoridades dinamarquesas e groenlandesas.
A Groenlândia, território semiautônomo vinculado à Coroa Dinamarquesa, continua no radar estratégico dos Estados Unidos por seu valor militar no Ártico e pelo potencial de recursos. A situação alimenta dúvidas sobre o equilíbrio de forças dentro da OTAN e sobre futuras ações diplomáticas na região. Conteúdos e desdobramentos sobre o tema devem ser acompanhados com cautela, dada a sensibilidade do tema para aliados e vizinhos.
E você, o que pensa sobre o papel da Groenlândia na segurança global e as atitudes dos Estados Unidos? Deixe seu comentário e participe da discussão nos comentários abaixo. Seu ponto de vista ajuda a entender diferentes perspectivas sobre esse tema estratégico no Ártico.

Facebook Comments