Marco Rubio, apresentado como o primeiro secretário de Estado hispânico dos EUA, atravessa um momento decisivo na sua carreira desde a prisão de Nicolás Maduro. À frente da diplomacia americana e atuando como conselheiro de Segurança Nacional na Casa Branca, ele precisa gerenciar a crise venezuelana à distância, ao mesmo tempo em que lida com temas sensíveis na região.
A relação com Donald Trump orienta boa parte da agenda. O presidente cobra explicações sobre os próximos passos, enquanto Rubio evita prometer soluções rápidas e trabalha para manter o crédito público centrado no esforço de Trump. A dupla, embora sob aparente confiança, continua a moldar uma estratégia de longo prazo para Cuba e Venezuela.
A relação entre os dois líderes não foi sempre estável. Nas primárias de 2016, Rubio enfrentou um revés, mas hoje aparece como um dos principais conselheiros de Trump, sem hesitar em romper velhos paradigmas — como aconteceu com uma coletiva quase inteira em espanhol no Departamento de Estado no fim de 2025. Esse tom pragmático reforça a estratégia de Washington na região.
No âmbito político, Rubio já sinaliza um destino para 2028: a quase certeza de que o candidato a presidente será JD Vance, com Rubio em posição de vice. Em paralelo, manter a pressão pela transição política em Cuba é uma linha dura para o qual ele busca protagonismo, um tema que acompanha a trajetória dele desde os tempos em que seus pais deixaram a ilha antes da Revolução de 1959.
O desafio central, no entanto, continua sendo redirecionar a Venezuela, um país enorme e à beira da falência econômica. Rubio precisa equilibrar a pressão externa com a cooperação regional para avançar em uma agenda que envolve mudanças estruturais na política externa americana e impactos na estabilidade da região.
E você, qual o papel que vê para Rubio na política externa dos EUA e como a crise venezuelana pode evoluir? Deixe seu comentário com a sua opinião sobre o futuro da região e o posicionamento dos seus líderes.

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