O Chelsea confirmou Liam Rosenior como técnico da equipe principal, com contrato até o fim da temporada de 2032. A chegada ocorre após a demissão de Enzo Maresca, campeão da Copa do Mundo de Clubes FIFA 2025.
Antes de subir ao banco de titulares inglês, Rosenior deixou marca em 2020 ao publicar, no The Guardian, uma carta aberta ao então presidente Donald Trump, em meio aos protestosglobais contra o racismo após a morte de George Floyd. O artigo, escrito quando Rosenior era auxiliar no Derby County, aponta críticas duras ao líder americano e ao impacto de suas políticas sobre a população negra.
No texto, Schmidt afirma que a “atitude maligna e falta de consideração para com a população negra” de Trump ajudaria a mobilizar movimentos que extrapolaram fronteiras, gerando mudanças estruturais em escala mundial. O tom é irônico e direto, visto como cobrança pública de responsabilidade política em um momento de acentuado clamor por justiça racial.
Em um dos trechos mais pessoais, Rosenior menciona o impacto do contexto político na sua própria família: suas filhas, cidadãs americanas, perguntam por que o presidente “odeia os negros”.
Liam Rosenior é filho de Leroy Rosenior, ex-jogador britânico reconhecido por combater a discriminação no esporte. Leroy atuou no Show Racism The Red Card e teve passagens por clubes como Fulham, West Ham, QPR e Bristol City, além de treinar a seleção de Serra Leoa.
Entre os destaques, o artigo da época é apresentado na íntegra, com a abertura “Prezado Presidente Trump” e uma sequência de críticas que apontam para percepções sobre injustiças raciais nos EUA e no mundo.
Rosenior chega ao Chelsea aos 41 anos, com vínculo até 2032, após a saída de Maresca. O treinador passou pelo Strasbourg, no mesmo grupo que sustenta o consórcio BlueCo, e tem passagens por Derby County e Hull City, entre outros clubes.
A contratação de Rosenior levanta debates sobre como líderes no futebol se posicionam em temas sociais relevantes e sobre o peso de declarações passadas na percepção pública do clube. A síntese do caso envolve o encontro entre uma carreira de gestão esportiva e um histórico de posicionamentos contundentes sobre questões raciais.
O tema promete provocar opiniões entre torcedores e analistas: você concorda com a ideia de que a trajetória pública de um técnico pode influenciar a forma como ele comanda um time de elite? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e participe da conversa.

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