O assessor parlamentar do vereador Duda Sanches, Fábio Morais Leal, 41 anos, foi preso nesta sexta-feira pela Polícia Civil em uma operação de combate ao tráfico de drogas. A prisão ocorre no contexto de uma denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), na qual o nome dele já havia sido citado na primeira fase da Operação Reprobus.
Segundo apuração do Bahia Notícias, o nome de Fábio consta no documento em que a Vara dos Feitos Relativos a Delitos de Organização Criminosa de Salvador acatou a denúncia contra 29 pessoas envolvidas com o grupo investigado.
A denúncia, proferida em dezembro de 2025, formaliza acusações de organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico, com agravantes como o envolvimento de adolescentes e atuação próxima a unidades prisionais.
A investigação, conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mapeou a disputa territorial entre facções no bairro de São Cristóvão, em Salvador, associando a atuação dessas organizações ao aumento dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) na região. O relatório aponta três núcleos operacionais consolidados na localidade:
- Grupo 1: atuação nas áreas de Planeta dos Macacos, Iolanda Pires e Vila Paraíso;
- Grupo 2: atuação nas regiões de Lessa Ribeiro e Parque São Cristóvão;
- Grupo 3: presença na localidade de Vila Verde.
A denúncia detalha funções específicas dentro da hierarquia da facção denominada “Tropa do A”: desde fornecedores de drogas e gerentes responsáveis pela distribuição até motoristas de vans usados na logística de armamentos. Também são citados “olheiros” encarregados de monitorar a movimentação de viaturas e de forças de segurança.
Na análise do pedido de prisão, o magistrado Waldir Viana Ribeiro Júnior destacou a “extrema periculosidade social” da organização. Entre as provas há um vídeo em que um homem é submetido a agressões físicas brutais, prática atribuída ao chamado “Tribunal do Crime”. A decisão apontou ainda para a vultosa movimentação financeira do grupo e a apreensão de armas e munições como evidências de poder bélico.
Com o recebimento da denúncia, a Justiça decretou a prisão preventiva de nove réus, incluindo Fábio Morais Leal, e manteve a custódia de outros 19 investigados.
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