O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que a segurança pública precisa ser tratada como política de Estado, baseada em método, inteligência e responsabilidade. Em entrevista à Veja, na seção Páginas Amarelas publicada nesta sexta-feira (9), ele reforçou que o enfrentamento ao crime organizado não deve virar uma disputa ideológica.
O petista destacou que a atuação contra a violência deve ser firme, mas dentro da lei, com respeito aos direitos humanos e ao devido processo legal. Em tom contundente, citou a máxima “Bandido bom é bandido preso e entregue à Justiça” para enfatizar a necessidade de equilíbrio entre vigor policial e garantias constitucionais.
Jerônimo reconheceu os altos índices de violência no estado e assumiu a responsabilidade de enfrentá-los. Segundo ele, a estratégia passa por investimentos em inteligência policial, formação continuada das forças de segurança, controle externo e uso de tecnologias, como câmeras corporais.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de a pauta ser explorada politicamente pela oposição, o governador disse que a segurança pública não pertence a um espectro ideológico específico. “É um tema que precisa ser apropriado por todos. O que está imposto é a necessidade de dar paz às pessoas e criar ambientes seguros”, afirmou.
Sobre as pesquisas que apontam vantagem do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) na corrida eleitoral, Jerônimo afirmou que não existe eleição fácil e ressaltou a confiança no histórico do PT na Bahia. “Respeito todas as pesquisas, mas em cinco eleições, não ganhávamos conforme as sondagens. O que nos interessa agora é trabalhar muito e manter agendas no interior.” Ele também destacou que, dos 417 municípios baianos, já percorreu 370 para entregar obras e firmar compromissos em saúde, educação, infraestrutura e segurança pública.
E você, qual é sua leitura sobre os próximos passos para a segurança pública na Bahia? Deixe seu comentário com a sua opinião sobre o tema, a atuação policial e o papel da tecnologia na garantia de direitos e tranquilidade para a população. Sua participação enriquece o debate.

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