Brasil registra recorde histórico de denúncias de trabalho escravo em 2025, segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) obtidos pela Jovem Pan News. Ao longo do ano, foram 4.515 denúncias, um avanço de 14% em relação a 2024, quando foram 3.959 registros. A informação reforça a gravidade do tema e a importância de canais de denúncia, como o Disque Direitos Humanos 100.
O MDHC explica que o trabalho escravo contemporâneo, ainda que diferente da escravidão formal, persiste no Brasil. Esse tipo de crime nasce de desigualdades históricas e econômicas e pode ocorrer em situações como trabalho forçado, jornadas exaustivas, condições degradantes ou restrição de liberdade, conforme o artigo 149 do Código Penal. Os elementos não precisam ocorrer simultaneamente.
O documento também traz o ranking de estados com mais denúncias. São Paulo lidera com 5.539 registros, seguido por Minas Gerais com 3.371 e Rio de Janeiro com 2.095. Bahia registra 1.701, Rio Grande do Sul 1.396, Paraná 1.162, Goiás 1.129, Pará 897, Ceará 882 e Pernambuco 864.
Desde o início do recebimento do canal, o total de denúncias de trabalho escravo e de condições análogas à escravidão alcançou 26.172 em todo o país, evidenciando a necessidade de ações contínuas de fiscalização, prevenção e proteção de vítimas.
Qualquer pessoa pode denunciar pelo Disque 100, serviço do MDHC, que funciona 24 horas, em todo o Brasil, sem necessidade de identificação. As denúncias são analisadas e encaminhadas às autoridades competentes para proteção e responsabilização das vítimas.
Este tema segue como desafio estrutural, demandando maior fiscalização e apoio aos mais vulneráveis. Deixe seu comentário: você acredita que as medidas atuais são suficientes para reduzir esse tipo de violação? Compartilhe sua opinião e pontos de vista sobre o assunto.

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