Cantareira opera com nível crítico; entenda como funciona o monitoramento e o que pode ocorrer

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Meta description: Região metropolitana de São Paulo enfrenta alerta de água, com o Cantareira em 19,8% da capacidade e na faixa especial, acompanhado por Sabesp, ANA e Arsesp; cenário demanda redução de consumo, monitoramento constante e planejamento de longo prazo.

Cenário atual: Em meio a chuvas irregulares, ondas de calor mais frequentes e crescimento do consumo de água, o Cantareira opera em nível crítico, na faixa especial, com apenas 19,8% de água disponível. No mesmo dia do ano anterior, o volume era de 50,9%. O Cantareira integra o Sistema Integrado Metropolitano, formado por sete reservatórios, que juntos operavam com 27,4% da capacidade.

Principais reservatórios: O Cantareira e o Alto Tietê são os sistemas que mais abastecem a Grande São Paulo e apresentam maior capacidade de armazenamento. O volume de ambos vem caindo desde abril do ano passado, o que acende o alerta para a região.

Monitoramento e faixas de atuação: O monitoramento diário é realizado pela Sabesp e pela Arsesp, com um novo modelo de gestão dos recursos hídricos desde outubro do ano passado. A região está na faixa 3, que prevê redução de pressão nos sistemas por 10 horas diárias, entre 19h e 5h, além de campanhas de conscientização. Se o volume médio cair cerca de 3 pontos percentuais, a região entrará na faixa 4, com 12 horas de redução.

O Cantareira em detalhes: A rede de água da Grande São Paulo é formada por sete sistemas, com capacidade para armazenar quase 2 trilhões de litros. O Cantareira é o único com volume morto e inclui Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, somando 981,56 bilhões de litros de água útil. Em 2018 foi criada a interligação entre Jaguari e Atibainha para ampliar a segurança hídrica. Mesmo assim, Cantareira e Alto Tietê operam próximos de 20% da capacidade nas últimas semanas, exigindo atenção permanente.

Gestão específica do Cantareira: A gestão do Cantareira é diferente do restante, com cinco faixas de atuação. Nesta sexta-feira, o volume situava-se na faixa 5 (especial), abaixo de 20% da capacidade, estado crítico. A ANA informou que, desde outubro, a Sabesp tem reduzido a retirada de água do sistema. Caso o volume útil fique abaixo de 20% até 30 de janeiro, a Sabesp precisará reduzir a vazão média mensal de até 23 m³/s para até 15,5 m³/s.

Visão das autoridades: A Arsesp disse que acompanha a situação com base no Plano Estadual de Segurança Hídrica, destacando que o estado conta com um sistema integrado de reservatórios mais resiliente, capaz de enfrentar períodos longos de estiagem, o que afasta comparações diretas com crises da década passada. A Sabesp reforça a importância do uso consciente da água, com pequenas atitudes cotidianas que ajudam a recuperar mananciais.

Chuvas de verão e perspectivas: Mesmo com chuvas dentro da média nos próximos meses, o Cemaden aponta que o Cantareira deve terminar o verão (março de 2026) em estado de alerta. O volume útil estimado para o fim de março é de 39%. O período de estiagem costuma ocorrer de março a setembro. A Sabesp acompanha os relatórios da ANA e ressalta a necessidade de planejamento estrutural e de longo prazo para a segurança hídrica da região. A SPÁguas afirma que o cenário para 2025/2026 lembra estiagens recentes, sem comparação direta com crises da década anterior.

Reservatórios da região: Além do Cantareira, o sistema de abastecimento da Grande São Paulo é composto por Alto Tietê, Guarapiranga, Cotia, Rio Claro, Rio Grande e São Lourenço, que, juntos, armazenam quase 2 trilhões de litros de água. O Cantareira abastece cerca de metade da população da região metropolitana e também atende parte de Campinas.

Conclusão: A conjuntura atual reforça a necessidade de monitoramento constante, uso consciente da água e investimentos em planejamento de longo prazo para a segurança hídrica da região. O Cantareira continua sob observação rigorosa, sem rodízio em vigor, mas com medidas de contenção e redução de consumo em prática e previstas.

Agora queremos saber: como você tem percebido as mudanças no uso da água na sua cidade? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe experiências ou soluções que você tem adotado para economizar água no dia a dia.

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