O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participaram da assinatura do contrato de US$ 320 milhões (aproximadamente R$ 1,7 bilhão) com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) para a construção do primeiro hospital inteligente do SUS. O Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI) terá um investimento total de R$ 1,9 bilhão, sendo R$ 110 milhões do governo federal e R$ 55 milhões do Governo de São Paulo, em recursos adicionais. A unidade será referência nacional e modelo de assistência em saúde totalmente digital para os países do BRICS, com uso de inteligência artificial, telemedicina e conectividade integrada.
Lula reiterou que o SUS vem recuperando sua imagem e afirmou que, em pouco tempo, teremos 14 hospitais espalhados pelo país com ambulâncias, UTIs e médicos preparados para atender a população de forma integrada e eficiente, salvando vidas. O Estado pretende ampliar o acesso da população ao que há de mais moderno em tecnologia da saúde, valorizando especialmente quem mais precisa.
A previsão é inaugurar o ITMI em 2029. A unidade contará com 800 leitos, distribuídos em 250 de emergência, 350 de UTI e 200 de enfermaria. A estrutura oferecerá 25 salas cirúrgicas e capacidade para cerca de 27 mil cirurgias por ano, além de atendimento a aproximadamente 190 mil pacientes internados anualmente. O foco será urgência e assistência especializada, com medicina de emergência, terapia intensiva e neurologia.
“Hoje damos um passo histórico para o SUS, colocando-o na nova fronteira tecnológica da saúde mundial. Com esse investimento, a população terá acesso ao que há de mais moderno em tecnologia da informação e inteligência artificial, capazes de acelerar diagnósticos, monitorar pacientes a distância e tornar o atendimento mais eficiente”, ressaltou Padilha. Ele destacou ainda que o avanço só foi possível graças ao esforço do governo federal e à liderança de Lula, que colocou a saúde como prioridade estratégica na agenda do BRICS.
A ex-presidente Dilma Rousseff, atual presidenta do NDB, destacou a importância da parceria tecnológica entre Brasil, China e Índia. Segundo ela, é fundamental que o Brasil compartilhe com os demais países do bloco suas experiências com inovação na saúde, para que os BRICS fiquem mais conectados e os projetos de saúde ganhem escala. Ela acrescentou que o hospital será um marco que atrairá a atenção internacional e servirá de base para novos projetos na região.
O financiamento foi viabilizado em tempo recorde, após articulações do Ministério da Saúde junto ao NDB, com aprovação da COFIEX e do Ministério do Planejamento e Orçamento, em apenas seis meses — uma redução de cerca de quatro vezes frente ao tempo médio desse processo. OIT/ITMI representa não apenas um avanço tecnológico, mas uma resposta prática para ampliar a qualidade e a velocidade do atendimento no Brasil. Compartilhe nos comentários o que você acha desse passo para a saúde brasileira e seu impacto na região.

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