O Tribunal da Coroa de Norwich condenou Rodney Johnston, 67 anos, à prisão perpétua no Reino Unido por forçar uma mulher a manter relações sexuais com estranhos durante 30 anos, com um mínimo de 16 anos de prisão. O réu levava a vítima a locais isolados, como estradas, carros e florestas, para organizar encontros com uma ou mais pessoas, incluindo orgias com até 15 homens, que eram filmadas.
A vítima, cuja identidade é protegida por lei, relatou sentir-se usada, aterrorizada e sem voz diante das pressões para participar de atos sexuais contra sua vontade. A investigação analisou cerca de 30 mil mídias para comprovar o esquema de exploração.
Johnston negou as acusações, afirmando que os encontros eram consensuais, mas o júri rejeitou esse argumento. A apuração indicou que até mil outros homens podem ser indiciados por crimes sexuais, com base em mensagens descobertas pela polícia.
Entre os crimes atribuídos, estão coerção para manter relações sexuais sob ameaça, intimidação de testemunha e atividade sexual sem consentimento. A polícia incentiva que outras vítimas apresentem depoimentos para colaborar com o inquérito.
A condenação traz à tona o debate sobre proteção a vítimas e exploração sexual no país, com o tempo mínimo da pena limitando a possibilidade de liberdade condicional até cumprir uma parte significativa da sentença.
Convido você a deixar a sua opinião nos comentários sobre como fortalecer a proteção às vítimas e incentivar denúncias nesses casos.

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