
Um grupo de moradores da região de Primavera do Leste, Mato Grosso, formado por indígenas do povo Xavante, encontrou uma onça-pintada atropelada na BR-070, perto da cidade. O animal, já com dificuldade para respirar, foi deixado à margem da pista e recebeu ajuda de quem passava pela estrada. Seis homens ajudaram a carregar o felino até a traseira de uma caminhonete para encaminhá-lo a atendimento médico.
Apesar dos esforços, a onça não resistiu e morreu no trajeto. Em um vídeo que circulou nas redes, um motorista que parou para filmar afirmou que os indígenas comeriam a onça; a informação não procede. Para os Xavante, a onça-pintada é um animal sagrado e não é consumida.
Ainda no domingo (4/1), o grupo realizou um enterro da felina na floresta próxima à comunidade, preservando seus costumes durante o luto pela perda.
O Ibama abriu uma investigação para apurar as circunstâncias da morte e apurar responsabilidades, reforçando a atuação de proteção à fauna e a relação entre autoridades ambientais e comunidades locais.
Essa ocorrência destaca a presença de comunidades tradicionais na gestão da fauna e a necessidade de medidas que reduzam atropelamentos, respeitando a sacralidade de espécies como a onça-pintada.
E você, qual a sua opinião sobre a proteção de animais silvestres e o papel das comunidades tradicionais nesse tipo de episódio? Compartilhe seus comentários e pontos de vista abaixo.

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