
O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para discutir o aumento dos ataques russos contra cidades na Ucrânia, após o lançamento de um míssil com capacidade nuclear contra Lviv. O encontro foi marcado para a segunda-feira, 12 de janeiro, em meio a novos disparos do Exército russo na região.
Segundo o relato inicial, o disparo ocorreu na noite de quinta-feira, 8 de janeiro, a partir de uma região onde a Rússia realiza testes nucleares. A Ucrânia informou que a ogiva era convencional, mas o Kremlin interpretou o ataque como uma demonstração de poder nuclear.
O embaixador ucraniano Andriy Melnyk enviou uma carta à ONU solicitando providências frente ao ocorrido.
“A Federação Russa atingiu um novo e assustador nível de crimes de guerra e crimes contra a humanidade com o terror perpetrado contra civis e infraestrutura civil na Ucrânia.”
Impasses para um acordo de paz
- Apesar do avanço das conversas entre a Ucrânia, Europa e Estados Unidos, Moscou continua com exigências consideradas inaceitáveis por Kiev para aceitar o acordo de paz.
- Entre elas estão a retirada das forças ucranianas de áreas ainda controladas em Donetsk e o compromisso formal da Ucrânia de não ingressar na Otan.
- No fim de dezembro, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que pretende alcançar seus objetivos “pela diplomacia ou pela força”.
- Para o Kremlin, a neutralidade da Ucrânia e o reconhecimento das mudanças territoriais desde 2014 são condições centrais para qualquer acordo.
Esse não foi o primeiro ataque deste tipo contra a Ucrânia. Em 2024, a Rússia já havia usado um míssil Oreshnik contra o país vizinho, disparado do mesmo local utilizado para testes nucleares.
Na madrugada de sexta-feira, 9 de janeiro, a Rússia lançou um novo ataque de larga escala contra Kiev. Segundo o prefeito Vitali Klitschko, o ataque foi feito por drones e deixou ao menos quatro mortos e 19 feridos.
Episódios como esse elevam a tensão internacional e questionam as perspectivas de uma saída diplomática para o conflito. A região permanece em alerta, enquanto a comunidade internacional monitora os desdobramentos e pressiona por caminhos viáveis para a paz.
Como você vê a escalada do conflito e o papel da ONU na busca por uma saída? Deixe seu comentário abaixo com suas opiniões e perguntas sobre o tema.

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