Desde 2024, o Bahia já arrecadou mais de R$ 280 milhões com movimentações de atletas, entre vendas e empréstimos. Em meio ao crescimento esportivo no cenário nacional e continental, o clube convive com o interesse constante de outras equipes em jogadores do elenco.
Em um modelo de autossustentação financeira, o Bahia negocia no mercado, mas adota critérios rígidos antes de concretizar uma venda. A necessidade de equilíbrio das contas é reconhecida internamente, buscando estabilidade e valores compatíveis com gastos e planejamento.
O Bahia explica como define quando vender, como vender e quais atletas negociar. O principal critério é o desempenho esportivo. Não há venda apenas para cumprir metas financeiras; avalia-se o impacto técnico, a possibilidade de reposição em tempo hábil, o valor de mercado internalizado e se a proposta representa uma oportunidade relevante.
MAS E LUCHO? A saída de Luciano Rodríguez ao Neom SC, da Arábia Saudita, é vista como oportunidade de mercado. Reforço mais caro da história do Bahia, ele saiu por mais que o dobro do que foi investido: comprado por R$ 65,3 milhões e vendido por R$ 139,3 milhões. A janela de transferências estava fechada, o que impediu contratações adicionais, e Tiago assumiu a função com maestria até o fim do Campeonato Brasileiro. A reposição de Luciano Rodríguez deve chegar em 2026.
Um exemplo prático da política: se o Bahia adquire alguém por R$ 5 milhões e, após evolução, o valor de mercado chega a R$ 15 milhões, uma proposta de R$ 10 milhões não seria suficiente para a venda, mesmo na janela. Ao contrário de clubes que precisam vender para metas financeiras imediatas, o Bahia mantém a negociação apenas se o valor estiver alinhado à avaliação interna ou acima dela.
Há exemplos recentes dessa postura. O clube recusou uma proposta de R$ 32 milhões do Palmeiras por Cauly (2023), rejeitou R$ 45 milhões do Atlanta United por Biel (2024) e, em 2025, não aceitou R$ 52 milhões de um clube árabe por Erick Pulga. Em todos os casos, a avaliação apontou que os atletas valiam mais e que suas saídas trariam perda esportiva significativa.
O entendimento interno é de que as vendas integram o modelo de autossustentabilidade do clube, mas só ocorrem no momento adequado, sem comprometer o nível técnico do elenco e sempre pelo valor considerado justo pelo Bahia.
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