Eurodeputados ameaçam recorrer à Justiça contra acordo UE-Mercosul

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Meta descrição: Eurodeputados de diferentes partidos planejam acionar o Tribunal de Justiça da União Europeia para impedir a entrada em vigor do acordo UE-Mercosul, apontando falhas ambientais e riscos aos produtores europeus, mesmo após a aprovação do pacto pelo Parlamento Europeu.

Eurodeputados de diversos partidos já articulam um recurso jurídico para impedir a entrada em vigor do acordo UE-Mercosul, aprovado nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, por maioria qualificada dos estados-membros. A ofensiva foca em fragilidades ambientais e na proteção de produtores europeus diante do acordo comercial.

A estratégia aponta o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) como palco para contestar o texto, sob a alegação de que o acordo descumpre compromissos de tratados internos e poderia comprometer metas climáticas. Entre os eurodeputados mais ativos constam representantes franceses, austríacos, irlandeses e holandeses.

A aprovação desta sexta marca um ponto de inflexão após mais de duas décadas de negociações. Mesmo com o sinal verde dos governos, o tratado ainda passa por escrutínio formal no Parlamento Europeu. Caso a tramitação legislativa avance, uma decisão judicial poderia atrasar ou inviabilizar a implementação do acordo.

Além das questões ambientais, críticos argumentam que o pacto pode abrir espaço para uma competição considerada desleal de produtos agropecuários do Mercosul, pressionando governos nacionais diante de próximas eleições em países-chave do bloco.

Do lado dos defensores, diplomatas e representantes do setor industrial europeu afirmam que o acordo reforça a posição geopolítica da Europa e reduz a dependência de cadeias estratégicas de outros blocos, contribuindo para a resiliência econômica da região.

Como seguirão os desdobramentos, vale acompanhar o debate no TJUE e o escrutínio parlamentar. O processo pode moldar não apenas o andamento do comércio UE-Mercosul, mas também a percepção de novos acordos globais entre blocos regionais. Queremos saber a sua opinião: você acha que o acordo traz mais vantagens ou riscos para a economia e o meio ambiente na sua região? Deixe seu comentário abaixo.

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