Meta descrição: União Europeia aprova o acordo de livre comércio com o Mercosul, abrindo uma fase de ratificações nos dois blocos. Mesmo com a aprovação no Conselho Europeu, a entrada em vigor depende de trâmites políticos e ajustes técnicos que podem levar meses.
Após mais de 25 anos de negociações, o tratado prevê a redução gradual de tarifas, maior acesso a mercados de bens e serviços e salvaguardas ambientais, além de mecanismos de solução de controvérsias. No entanto, a efetivação depende de fases de ratificação em Bruxelas e nos parlamentos nacionais.
No lado europeu, a Comissão e o Parlamento da UE precisam formalizar o aval político. Pela natureza mista do acordo, diversos parlamentos nacionais poderão ter que ratificar partes do tratado, abrindo espaço para pressões de setores agrícolas e ambientalistas.
No Mercosul, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai também precisam ratificar internamente o texto. Os governos da região veem o acordo como estratégico para ampliar exportações agroindustriais e obter previsibilidade tarifária, mas enfrentam resistência de segmentos industriais e sindicatos.
Diplomatas apontam que, no cenário mais otimista, a tramitação poderia ser concluída ao longo de 2026. Eleições na Europa e na América do Sul podem reabrir disputas políticas e atrasar o cronograma. França e Irlanda aparecem como pontos de oposição agrícola, enquanto ONGs críticas ambientais citam impactos na Amazônia e no Cerrado.
Impactos esperados: com a entrada em vigor, haverá redução gradual de tarifas, abertura de mercados de bens e serviços, além de salvaguardas ambientais e mecanismos de solução de controvérsias. Para o Mercosul, maior acesso ao mercado europeu; para a UE, novas oportunidades para bens industriais e serviços.
O acordo representa um passo estratégico para a integração econômica regional, mas o ritmo de ratificação dependerá de debates internos em cada país. Acompanhe as novidades para entender como isso pode afetar produtores, varejo e consumidores.
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