Irã ameaça retaliar Estados Unidos caso haja intervenção em conflito

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Resumo: o Irã vive uma escalada de tensão desde 28 de dezembro, com protestos antigovernamentais que começaram pela inflação e, em poucos dias, ganharam contornos políticos. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou em sessão que o país responderá fortemente a qualquer intervenção norte?americana, incluindo ataques a territórios ocupados e bases militares e portuárias dos EUA.

Iranian Parliament Speaker Mohammad Bagher Qalibaf:

If the United States launches a military attack, both the occupied territories and U.S. military and shipping centers will be legitimate targets for us. pic.twitter.com/3H5mfnfu2q

— Clash Report (@clashreport) January 11, 2026

Em vídeo publicado por veículos locais, Ghalibaf alerta sobre a retaliação a Israel e bases militares dos Estados Unidos. Veja:

A reação ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar, neste sábado (10/1), que os Estados Unidos estão “prontos para ajudar”, enquanto manifestantes no Irã enfrentam um cerco cada vez mais intenso das autoridades iranianas.

Até este sábado, os protestos continuaram em várias regiões. Segundo a ONG de direitos iranianos Hrana, pelo menos 65 pessoas já morreram: 50 manifestantes e 15 membros das forças de segurança. O número de presos, segundo a entidade, chega a 2,3 mil.

Repressão: segundo o regime, as maiores manifestações antigovernamentais em anos podem ser intensificadas. A Guarda Revolucionária, tropa de elite, atribui os atos a “terroristas” e reforça que garantir a segurança dos prédios públicos é uma “linha vermelha”.

A imprensa estatal informou que um prédio municipal foi incendiado em Karaj, a oeste de Teerã, e gravou funerais de membros das forças de segurança que, segundo a emissora, teriam morrido em protestos em Shiraz, Qom e Hamadan. Um vídeo divulgado pelo grupo oposicionista Organização Mujahideen do Povo (MEK) mostra centenas de manifestantes na Praça Heravi, em Teerã. No entanto, um apagão de internet dificulta avaliar a dimensão real dos atos.

Os atos se espalharam pelo Irã desde 28 de dezembro, iniciando como resposta à inflação, mas rapidamente assumiram traços políticos, com demandas pelo fim do regime clerical. As autoridades acusam os EUA e Israel de fomentarem o movimento.

A situação é tensa, com relatos de repressão crescente e uma atmosfera de desconfiança internacional. A sociedade observa com atenção as próximas semanas, enquanto o regime tenta manter controle sobre as manifestações e a narrativa do que se passa no país.

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