O corpo encontrado em um sítio em Embu-Guaçu, na região metropolitana de São Paulo, vestia um uniforme de educação física da Polícia Militar (PM). O fato aumentou as suspeitas de que a vítima seja o soldado Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, visto pela última vez na quarta-feira (7/1), em uma adega na zona sul da capital paulista.
O carro do soldado foi localizado carbonizado no final da tarde seguinte (8/1) em uma área de mata em Itapecerica da Serra, também na região metropolitana.
Indícios apontam que o PM se envolveu em uma discussão com um suposto traficante. Ele teria sido morto em um tribunal do crime.

![]()

1 de 4
Carro de PM desaparecido é encontrado carbonizado
Reprodução

2 de 4
Cabo da PM Fabrício Gomes Santana
Reprodução

3 de 4
Carro do PM Fabrício Gomes Santana foi encontrado carbonizado em Itapecerica da Serra
Reprodução

4 de 4
Carro do PM Fabrício Gomes Santana foi encontrado carbonizado em Itapecerica da Serra
Reprodução
O capitão da PM, Marcos Bazela, destacou ao Metrópoles que as informações que a corporação tem sobre a dinâmica do crime ainda são preliminares.
Quatro pessoas foram presas até o momento. Segundo o capitão, todas se contradisseram ao prestar depoimento. As identidades ainda não foram divulgadas pela PM.
Dos presos, sabe-se que três deles, detidos na sexta-feira (9/1), foram os últimos a ver o soldado com vida. O quarto é o caseiro do sítio onde o corpo foi encontrado. A prisão dele foi divulgada à reportagem pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) neste domingo (11/1).
Conforme Bazela, a Polícia Judiciária vai levantar informações para saber o real envolvimento de cada um deles. Só então é possível apontar qual a participação dos suspeitos no crime.
Leia também
Corpo encontrado em sítio pode ser de PM desaparecido
O corpo, que supostamente é do PM Fabrício, foi encontrado pela polícia na madrugada deste domingo na área de mata de um sítio em Embu-Guaçu. O município está na área sul da região metropolitana de São Paulo e a 15 km de Itapecerica da Serra, onde o carro do soldado foi encontrado carbonizado.
O local foi encontrado com ajuda do sistema de informações da PM, além da investigação e trabalho de campo da Polícia Civil e de denúncias da população, destacou Bazela. A mobilização operacional para solucionar o crime reúne mais de mil policiais militares e centenas de viaturas, informaram as forças de segurança.
De acordo com o PM, os agentes localizaram o corpo enterrado. Não há evidências de que ali funciona um cemitério clandestino, e a utilização do local teria sido pontual.
Veja o momento em que o Choque, Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar de São Paulo, localiza o corpo com a ajuda de um cão farejador:
Os agentes retiraram uma quantidade parcial da terra para identificar preliminarmente o achado. O rosto da vítima não foi descoberto. Por isso, o capitão não pôde informar se a família é capaz de reconhecer Fabrício no IML. Contudo, o corpo não apresentava sinais de estar irreconhecível.
“Estava com vestes, com o uniforme da Polícia Militar de educação física, o que aumentou a nossa evidência”, afirmou o capitão.
O local onde o corpo foi achado passa por perícia. A equipe chegou à cena de desova por volta das 13h30 deste domingo, e deve preparar o corpo para ser encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Uma autópsia deve indicar a causa da morte.
Também devem ser periciados o Ford Ka do PM e um Corsa cinza, flagrado sendo conduzido atrás do veículo do soldado na tarde seguinte ao desaparecimento.
A PM ainda tenta levantar as imagens de câmeras de segurança da adega onde teria começado a discussão que resultou na suposta morte do soldado. O caso é investigado pela Delegacia de Polícia de Itapecerica da Serra.
Fabrício era soldado da PM lotado no Comando de Policiamento de Área Metropolitano 10 (CPA-M10) e iria se casar no civil na última sexta.

Facebook Comments