Neste sábado (10/1), os Alpes franceses registraram um dia trágico no início da temporada de esqui: três esquiadores franceses perderam a vida em duas avalanches distintas em setores fora das pistas balizadas, na região da Savoie.
Os acidentes ocorreram em meio a um risco “forte” de avalanche, nível 4 em uma escala de 5, alertado pela Météo-France desde a véspera, que recomendava extrema precaução fora das áreas seguras.
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Por volta das 9h (de Brasília), dois homens, um na casa dos 30 anos e outro na casa dos 40, foram arrastados por uma avalanche no setor conhecido como “Vale Perdido” e ficaram soterrados sob 2,5 metros de neve.
Elas não portavam transceptores de avalanche (DVA), equipamento essencial para buscas rápidas em soterramentos. A localização só foi possível graças aos sinais dos telefones celulares. Membros do grupo que permaneceram nas pistas deram o alarme ao notar a demora no retorno, mas os socorristas não conseguiram reanimá-los.
No início da tarde, outro esquiador francês morreu em uma avalanche. Sua companheira foi resgatada em estado grave, com ferimentos na cabeça, graças a um morador que ouviu seus gritos e localizou a vítima rapidamente. Ela foi hospitalizada.
As autoridades locais, incluindo o escritório de turismo de Val-d’Isère, confirmaram os fatos em comunicados oficiais. Os corpos foram removidos, e investigações estão em andamento.
A Météo-France havia emitido alerta de nível 4/5 (forte) para o fim de semana em quase todos os maciços alpinos, após fortes nevascas recentes que deixaram o manto nevado instável.
“A simples passagem de um único esquiador pode desencadear avalanches de grande porte”, alertaram os meteorologistas. Apesar disso, muitos praticantes optam pelo hors-piste — uma prática que exige experiência, planejamento e equipamento adequado (DVA, sonda, pá, airbag, treinamento em resgate e análise de neve).

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