As manifestações no Irã se espalharam para 25 províncias das 31 do país, nas maiores desde 2022, quando Mahsa Amini foi presa. Os protestos, iniciados pela pressão econômica, cresceram diante das sanções dos EUA e da União Europeia ligadas aos programas nucleares iranianos.
A crise econômica atingiu o país em 2025, quando uma guerra de 12 dias com Israel intensificou a pressão sobre a moeda, que despencou frente ao dólar, e a inflação subiu. Com as sanções dos EUA e da UE, a revolta popular ganhou força, com manifestação em 25 províncias e cerca de 500 mortos, segundo observadores internacionais.
A repressão se intensifica: a internet ficou fora do ar por mais de dois dias, dificultando o monitoramento internacional. O chefe da polícia, Ahmad-Reza Radan, disse que o confronto com os manifestantes se intensificou, enquanto o governo, sob o comando de Ali Khamenei, prometeu proteger a infraestrutura estratégica e a propriedade pública, sem recuar.
Os atos incluíram cânticos contra o regime, como “Morte ao ditador” e pedidos por direitos, com fogueiras e incêndios em prédios em alguns locais, conforme a imprensa internacional. As forças de segurança responderam com medidas duras para conter as mobilizações.
O movimento recebeu apoio internacional, com demonstrações em Londres e outras capitais. Em Londres, um manifestante substituiu a bandeira islâmica pela antiga bandeira monárquica na fachada da embaixada iraniana, em sinal de solidariedade. Nas redes sociais, personalidades públicas também comentaram o assunto.
O panorama também ganhou menção de figuras públicas: o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou estar pronto para ajudar o Irã. A expectativa é de que intervenções internacionais possam ocorrer nas próximas semanas, conforme distintos relatos e reações de investidores.
O Irã atravessa um dos seus maiores desafios desde a Revolução Islâmica de 1979, agravado pela fraqueza econômica, guerras regionais e o isolamento digital durante o conflito. A internet permanecia fora do ar, complicando o fluxo de informações sobre as manifestações.
Como você interpreta essa crise no Irã? Deixe sua opinião nos comentários e conte como o conflito pode impactar a região e o cenário internacional.

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