Os protestos no Irã, alimentados pela crise econômica, seguem ganhando destaque internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA estão “prontos para ajudar” o Irã a buscar a liberdade. Em Londres, um manifestante substituiu temporariamente a bandeira da República Islâmica na fachada da embaixada iraniana pela bandeira do antigo regime monárquico, em ato de apoio aos demonstrantes. No Irã, o balanço de mortos subiu para ao menos 500, conforme divulgação neste domingo (11).
A organização Iran Human Rights, com base na Noruega, informou que pelo menos 192 manifestantes foram mortos desde o início dos protestos, e que o número real pode ser bem maior, já que houve interrupção na internet que dificultou a verificação de dados por vários dias. A Anistia Internacional também analisa elementos que indicam uma repressão mais intensa nos últimos dias.
No sábado, o presidente Donald Trump reiterou que os Estados Unidos estão dispostos a ajudar. Em publicação na Truth Social, disse que “o Irã está olhando para a LIBERDADE” e que os EUA estão prontos para apoiar, sem detalhar ações. Em Londres, a fachada da embaixada iraniana voltou a registrar o ato de apoio aos manifestantes, com a substituição rápida da bandeira da República Islâmica pela antiga bandeira monárquica.
O governo iraniano enfrenta a maior onda de protestos desde a Revolução Islâmica de 1979. O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, denunciou os “vândalos” por trás dos protestos e acusou os Estados Unidos de incitação. Ali Larijani, conselheiro e chefe da principal agência de segurança, afirmou que o país está em “plena guerra”, denunciando incidentes orquestrados no exterior.
Shirin Ebadi, laureada com o Nobel da Paz, alertou que as forças de segurança podem estar se preparando para um massacre sob o bloqueio generalizado das comunicações. O filho do xá deposto, Reza Pahlavi, que vive nos Estados Unidos, pediu aos iranianos que organizem protestos mais focalizados neste fim de semana e que tomem e mantenham os centros urbanos.
As manifestações começaram há duas semanas, iniciadas por comerciantes insatisfeitos com a crise econômica. Segundo a AFP, ocorreram em 25 das 31 províncias iranianas, configurando um dos maiores movimentos contra o governo em mais de três décadas. No fim de semana, apesar do receio de repressão, multidões se reuniram em áreas centrais para protestar, com panelaços, fogos de artifício e palavras de ordem em apoio à dinastia pré-revolucionária.
O Irã ficou sem acesso à internet por cerca de 48 horas, dificultando o acompanhamento das informações, segundo a ONG NetBlocks. O país atravessa um cenário de enfraquecimento após conflitos regionais e golpes de aliados, enquanto autoridades tentam manter o controle. O aiatolá Khamenei criticou os acontecimentos e a atuação dos Estados Unidos, e Ali Larijani reiterou que os incidentes têm origem externa.
A vencedora iraniana do Nobel da Paz, Shirin Ebadi, e outras vozes da oposição apontam riscos de repressão grave, enquanto o regime procura manter a ordem. Reza Pahlavi insistiu em uma estratégia mais centrada nos centros urbanos.
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