Opinião: Após enxugar gelo para ser candidato à reeleição, Coronel vê chances derreterem publicamente

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


Para integrar a chapa majoritária de 2026 do governo, o senador Angelo Coronel terá que aceitar ser suplente e ouvir a promessa de que Jaques Wagner ou Rui Costa poderão ser convidados para um ministério, caso Lula seja reeleito, ampliando o número de ministros na leitura da aliança. Um vídeo no qual ele enxugava gelo foi visto como prenúnio do que poderia vir, e days depois o senador Otto Alencar reforçou que o PSD manterá o apoio ao projeto de Jerônimo Rodrigues, independentemente de Coronel estar ou não entre as principais cadeiras da chapa.

Desde que o PT anunciou a ideia de uma “chapa imbatível” com três governadores, ficou difícil resistir à pressão para que a montagem não acontecesse. O PT argumenta que o recall eleitoral de Wagner e Rui Costa garantiria duas vagas no Senado e daria força a um governador que se mostrava pouco estável. Esse argumento circulou em bastidores nos últimos meses, com a ideia de que a decisão seria tomada apenas no início de 2026.

Coronel não deixou de tentar: construiu alianças com prefeitos, ampliou bases de apoio, tornou?se peça-chave nas negociações do Senado e chegou a insinuar uma candidatura avulsa. Ainda assim, tudo parece ter ficado em vão, mantendo-se na vitrine para críticas de aliados que o aceitaram na chapa de 2018.

Apesar de a chapa puro-sangue ser vista como imbatível pelos petistas, a oposição acredita que esse grupo seria a opção mais fácil de enfrentar. A estratégia seria atribuir as mazelas da Bahia ao bloco que comanda o estado há 20 anos, com rostos que ajudaram a conduzir o processo. É uma aposta arriscada, especialmente num cenário em que Lula permanece como líder na corrida presidencial. A dobradinha do 13, algo decisivo em 2022, tende a manter efeito similar no próximo ciclo. Além disso, o argumento de que a Bahia sofre com o legado de quem antecedeu o petismo tende a perder força; Coronel, vindo de um espectro político diferente, poderia sair ganhando com isso. Entretanto, entre ficar esquecido ou servir de suplente com chance de ascensão temporária, a segunda opção parece mais segura para ele neste momento.

E você, como vê o tabuleiro político da Bahia para 2026? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o futuro da região.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MP-BA recomenda que prefeituras de Palmeiras e Iraquara adotem medidas para combater poluição sonora

MP-BA orienta Palmeiras e Iraquara a combater a poluição sonora na Chapada Diamantina O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou aos municípios de Palmeiras...

Wagner Moura revela que Lázaro Ramos o acompanhará no Oscar: “Meu irmão”

A Bahia vai marcar presença em dose dupla no Oscar de 2026. Wagner Moura está indicado ao prêmio de Melhor Ator pelo desempenho...

Homem morre afogado na zona rural de Tanhaçu

Daniel Dias da Silva, 33 anos, morreu afogado em um balneário na zona rural de Tanhaçu, no Sudoeste da Bahia. Segundo o 24º...