Promotores do Gaeco renunciam após MP pedir liberdade de prefeito acusado de desviar R$ 56 mi

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A segunda fase da Operação Tantalo II, deflagrada em 22 de dezembro pelo Gaeco, levou à prisão de 11 vereadores do município de Turilândia, além de um secretário, empresários e o prefeito Paulo Curió (União Brasil). Segundo as investigações, o chefe do Executivo teria comandado um esquema que desviou cerca de R$ 56 milhões das áreas de Saúde e Assistência Social por meio de empresas de fachada.

No memorando de exoneração, os promotores afirmam que o parecer favorável à soltura emitido pelo Ministério Público do Maranhão (MP) “enfraquece a atuação institucional” do órgão. O texto, assinado por dez promotores do Gaeco, sustenta que a decisão não respeita os objetivos de aperfeiçoar a persecução penal e a investigação, conforme o MP.

A direção do Gaeco e da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI) deverá ser assumida pelo procurador de Justiça Haroldo Paiva de Brito, garantindo “estabilidade, experiência e liderança” aos atos. Os demais integrantes da nova equipe ainda devem ser nomeados para dar continuidade aos trabalhos.

Durante as buscas, promotores apreenderam dinheiro vivo; inicialmente, a contagem indicou cerca de R$ 5 milhões nos endereços dos investigados. A operação é descrita pela narrativa oficial como uma ação que buscava evitar prejuízos à apuração dos fatos e resguardar o interesse da sociedade.

A instituição faz uso da metáfora de Tantalo para ilustrar o suposto esquema, no qual recursos públicos destinados a contratos não resultaram em benefícios reais à população.

O MP do Maranhão reafirmou seu compromisso com a legalidade, a transparência e a defesa do interesse público. A nota afirma que as medidas adotadas estão dentro da lei, que decisões como a prisão ocorrem apenas quando estritamente necessárias e que medidas cautelares menos gravosas podem ser adequadas ao caso.

Ainda, o MP informou que continuará atuando com responsabilidade e firmeza, combatendo a criminalidade e protegendo o patrimônio público. Sobre a saída de membros do Gaeco, a nota aponta que alterações em estruturas administrativas são naturais na dinâmica institucional, e que a continuidade das ações está assegurada pela nomeação de Haroldo Paiva de Brito e pela formação de uma nova equipe.

Este é um panorama dos desdobramentos do caso em Turilândia. Compartilhe sua opinião sobre a atuação do Gaeco, a legalidade das medidas adotadas e o futuro da cidade diante dessas investigações.

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Juíza não vê irregularidades e manda processo da Aneel contra Enel em SP continuar

A Justiça Federal negou as alegações da Enel em São Paulo e determinou que o processo movido pela agência reguladora Aneel, que pode...

Policial militar agride estudantes dentro de colégio estadual no Rio

Um policial militar foi afastado após agredir ao menos dois estudantes dentro da Escola Estadual Senor Abravanel, no Largo do Machado, na Zona...

Mulher presa após esfaquear namorado alega violência doméstica; veja vídeo

Mulher é presa após esfaquear namorado em Maceió; vítima alega violência doméstica Uma jovem de 21 anos foi presa na madrugada desta segunda-feira, 23...