Após ameaça de Trump, Brasil pede “diálogo pacífico” com o Irã

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O governo brasileiro afirmou nesta terça-feira (13/1) que acompanha com preocupação a escalada das manifestações no Irã desde o fim de dezembro, em meio a relatos de repressão violenta e mortes. A posição foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, por meio de nota oficial.

No comunicado, o Brasil lamenta as mortes registradas e expressa condolências às famílias das vítimas. Ao mesmo tempo, o Itamaraty reforça o princípio da soberania nacional, destacando que cabe apenas aos iranianos decidir sobre o futuro de seu país.

A manifestação ganhou força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incentivar os manifestantes e afirmar que a ajuda está a caminho.

“O Brasil insta todos os atores a se engajarem em um diálogo pacífico, substantivo e construtivo”, afirma a nota.

Ameaça de Trump: mais cedo, o ex-presidente enviou recado direto aos manifestantes iranianos, incitando-os a manter as manifestações. Em mensagens subsequentes, ele também adaptou o slogan MAGA para o contexto iraniano, usando a expressão MIGA.

Enquanto isso, a situação no país parece se agravar. A imprensa internacional coloca o número de mortos em cerca de 2.000 desde o início dos protestos.

Atenção aos moradores brasileiros: segundo o governo brasileiro, a Embaixada do Brasil em Teerã permanece atenta à situação e em contato com a comunidade brasileira residente no país. Até o momento, não há registro de brasileiros mortos ou feridos em decorrência dos confrontos.

As manifestações, que começaram pela crise econômica, evoluíram para protestos mais amplos contra o regime dos aiatolás. Organizações de direitos humanos relatam centenas de mortes, enquanto o governo iraniano contesta os números, atribuindo parte da violência a grupos considerados “terroristas”.

A posição do Brasil soma-se a manifestações de preocupação de outros países e organismos internacionais, que cobram contenção das forças de segurança e respeito aos direitos humanos. O cenário é ainda agravado por apagões de internet e restrições à imprensa.

O Itamaraty não mencionou sanções ou medidas diplomáticas adicionais, reforçando, por ora, a defesa do diálogo entre as partes.

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