Em meio à escalada da repressão do governo iraniano contra manifestantes em Teerã, que já deixou mais de duas mil mortes, a área externa do governo Lula afirmou acompanhar, com preocupação, a evolução dos acontecimentos. O Itamaraty lamentou as mortes e transmitiu condolências às famílias afetadas.
As manifestações contra o Irã estouraram no final de dezembro, nos bazares de Teerã, inicialmente pela inflação, mas se espalharam pelo país e passaram a atuar principalmente contra o regime.
As ações violentas resultaram em mortes de civis, autoridades e integrantes das forças de segurança. Em comunicado nesta terça-feira, o Itamaraty reforçou que cabe apenas aos iranianos decidirem, de forma soberana, sobre o futuro do país.
“O Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo”, acrescentou o Ministério das Relações Exteriores.
O Itamaraty informou ainda que a Embaixada do Brasil em Teerã mantém contato permanente com a população brasileira no Irã, estimada em 85 pessoas. Segundo relatos recebidos pelo Itamaraty, não há registro de nacionais brasileiros atingidos ou afetados pelas manifestações.
Enquanto o Brasil defende a soberania iraniana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça que cancelou qualquer conversa com autoridades do Irã. O líder norte-americano instou manifestantes a “tomarem as instituições”, em meio aos protestos que percorrem várias cidades do país persa.
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