Resumo: Nova fase da Operação Compliance Zero mira Fabiano Zettel, apontado como o maior doador de campanha entre pessoas físicas para o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na eleição de 2022. Zettel foi detido no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, no momento em que se preparava para embarcar para Dubai, mas liberado após o cumprimento do mandado de busca e apreensão.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Zettel repassou R$ 3 milhões para Bolsonaro e R$ 2 milhões para Tarcísio. Ele doou menos do que diretores dos partidos das coligações, segundo os registros oficiais.
Além disso, Zettel destinou R$ 10 mil à campanha de Lucas de Vasconcelos Gonzales, candidato a deputado federal por Minas Gerais pelo Novo, que não foi eleito.
Em nota, a assessoria do governo paulista informou que a campanha de Tarcísio contou com mais de 600 doadores e foi conduzida com total respeito às leis eleitorais. A assessoria ressaltou ainda que o governador não possui vínculo ou conhecimento prévio sobre condutas que não dizem respeito à campanha.
A prestação de contas de Tarcísio foi, segundo a nota, devidamente aprovada pela Justiça Eleitoral. O texto acrescenta que Zettel não tem relação com o governador e não foi informado sobre possíveis condutas envolvendo outros atores políticos.
Na defesa, o advogado do dono do Master afirmou que Vorcaro tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e tem colaborado com as autoridades. A defesa sustentou que todas as medidas solicitadas serão atendidas com transparência e que permanece à disposição para esclarecer os fatos, mantendo a confiança no devido processo legal.
Entre os alvos da Compliance Zero, também está o empresário Nelson Tanure, conhecido por investir em empresas em dificuldades financeiras, conforme a PF. A defesa de Vorcaro reiterou que continuará atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva, dentro dos limites constitucionais.
O novo desdobramento da investigação decorre da análise de provas reunidas na fase inicial, que indicaram indícios adicionais de irregularidades e motivaram a nova ação contra o grupo investigado.
Metrópoles busca contato com a defesa de Zettel, e o espaço permanece aberto para manifestações, enquanto as apurações seguem em andamento para esclarecer os fatos.
Como você avalia as doações e a atuação das instituições de fiscalização nessas investigações? Deixe sua opinião nos comentários sobre transparência, leis eleitorais e o papel da PF nesse desdobramento da operac?ão.

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