Eduardo acusa Moraes de perseguição após ida de Bolsonaro à Papudinha. Vídeo

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Eduardo Bolsonaro reage à transferência de Jair Bolsonaro para a Papudinha; STF aponta superlotação e Moraes justifica decisão

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro reagiu à transferência de Jair Bolsonaro, seu pai, para a Papudinha, unidade da Polícia Militar em Brasília, decisão tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, nesta quinta-feira (15/1).

Em vídeo, Eduardo criticou duramente a decisão e descreveu a transferência como perseguição política, afirmando que o ex-presidente não cometeu crime e que a prisão busca tirá-lo da corrida eleitoral.

“Alexandre de Moraes acaba de ordenar a transferência de Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para o presídio comum, a Papudinha. Isso demonstra, mais uma vez, a sua total insensibilidade, a sua psicopatia. A gente sabe que Bolsonaro não cometeu crime algum, que não houve tentativa de golpe no Brasil, e que a prisão dele só serve para tirá-lo da corrida presidencial”, afirmou.

Confira o vídeo:

“Este ano é crucial para reverter tudo o que está acontecendo no Brasil. Todos nós podemos fazer alguma coisa: eleger senadores comprometidos com a causa da liberdade e apoiar um presidente que não compacte com esse sistema.”

Segundo o ex-deputado, a decisão teria motivação eleitoral, visando impedir que Bolsonaro tenha influência nas eleições. Além disso, comparou o caso com decisões anteriores do STF, citando o caso de Fernando Collor, em que houve prisão domiciliar por decisão do próprio Moraes.

Eduardo também afirmou que o político transferido continuará a enfrentar um ano político difícil e fez um apelo para ações em favor de um Brasil “mais forte”.

Bolsonaro estava detido na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal e, por determinação de Moraes, cumprirá pena no batalhão da PM, onde também estão presos o ex-ministro Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. Segundo a decisão, o ex-presidente ficará em uma cela separada dos demais.

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

Motivações para a decisão

Na decisão, Moraes ressaltou que o sistema prisional brasileiro enfrenta superlotação e déficit de vagas há anos, o que resulta em índices de ocupação elevados e condições estruturais precárias, especialmente no regime fechado.

O ministro citou dados do Infopenh, informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública, apontando 941.752 pessoas sob custódia penal no primeiro semestre de 2025 e observou que a execução da pena não ocorre de forma uniforme entre os encarcerados do regime fechado, com estabelecimentos marcados por superlotação e restrições de direitos.

Eduardo acusa Moraes de perseguição após ida de Bolsonaro à Papudinha - destaque galeria

Bolsonaro vai para a Papudinha – Unidade tem uma área total de 64,83 m²

Bolsonaro vai para a Papudinha – A infraestrutura inclui ambientes como banheiro, cozinha, lavanderia, quarto, sala e área externa

Bolsonaro vai para a Papudinha – 5 refeições diárias

Bolsonaro vai para a Papudinha – Banheiro com chuveiro quente, TV e móveis

Bolsonaro vai para a Papudinha – Local para visitas com espaço amplo

Bolsonaro vai para a Papudinha – Horário de visitas ampliado

Bolsonaro vai para a Papudinha – Espaço para visitas com área externa

Moraes, no entanto, ressaltou que Bolsonaro, por ser ex-presidente, estava em cela especial, na Sala de Estado Maior da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. A condição difere da dos demais réus condenados pela tentativa de golpe de Estado e atentado ao Estado Democrático de Direito, dos quais 145 estão presos, sendo 131 em regime definitivo.

Apesar das reclamações recebidas pela Justiça, Moraes afirmou que a prisão não pode ser tratada como uma “colônia de férias” e reiterou as limitações do sistema carcerário brasileiro.

“As medias não transformam o cumprimento definitivo da pena de Jair Bolsonaro, condenado pela liderança da organização criminosa na execução dos gravíssimos crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito e suas instituições, em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias.”

O contexto apresentado por Moraes inclui também questões estruturais do sistema prisional e a necessidade de equilibrar direitos básicos com a segurança pública, especialmente em casos de membros de alta relevância institucional.

Nota: este texto busca sintetizar as informações centrais da cobertura, mantendo datas, números e nomes conforme o material original, com foco em clareza, objetividade e leitura fluida para publicação online.

Conclui-se que Moraes justificou a transferência com base em dados de capacidade penal, destacando a necessidade de manter a segurança pública sem desconsiderar as condições das unidades prisionais, enquanto Eduardo Bolsonaro enfatizou a dimensão política do caso e pediu mobilização cívica para alterar o panorama político do país.

A repercussão pública envolve disputas entre governo, STF e federação, com protagonistas que indicam que este episódio pode influenciar o clima eleitoral e o debate sobre a gestão das instituições e da própria pena.

E você, o que pensa sobre a transferência de um ex-presidente para uma unidade custodiada da PM e as motivações apontadas pelas autoridades? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua opinião sobre o tema.

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