Jogadores do Fortaleza se envolvem em briga em condomínio de luxo em Eusébio; Polícia Civil investiga

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Uma confusão generalizada envolvendo jogadores do Fortaleza e moradores de um condomínio de alto padrão em Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza, marcou a virada do ano. O episódio ocorreu no dia 1º de janeiro, durante as celebrações de Réveillon, e as imagens foram divulgadas nas redes sociais na última quinta-feira (14).

A investigação aponta nove pessoas diretamente envolvidas no confronto: sete homens — entre eles três atletas profissionais —, duas mulheres e um cachorro, que acompanharam a agitação envolvendo agressões físicas, empurrões e o uso de uma cadeira de plástico.

Dentre os envolvidos, estão os jogadores argentinos do Fortaleza José María Herrera, Eros Mancuso e Tomás Pochettino. As identidades dos demais participantes não foram divulgadas.

Versões divergentes: De acordo com um morador, o desentendimento começou por causa do som alto em uma festa na residência de Eros Mancuso. Ele afirma que, ao reclamar, não teve resposta dos atletas. Já Mancuso sustenta outra versão: o conflito teria começado na noite de Ano Novo, quando o vizinho fez sucessivas críticas, acompanhadas de xingamentos de cunho xenofóbico contra os argentinos e provocações sobre o rebaixamento do Fortaleza à Série B de 2026.

A briga evoluiu para agressões físicas, com socos, empurrões e o uso de objetos, incluindo uma cadeira de plástico. O cachorro participou da movimentação, tentando subir nas pessoas durante o tumulto.

O morador que reclamou do barulho disse ter sido mordido no nariz por José María Herrera, o que teria causado ferimento grave e exigido cirurgia. Segundo ele, houve risco de infecção e deformidade.

Em defesa, Mancuso afirmou nas redes sociais que o vizinho invadiu sua residência e o ameaçou, o que, segundo ele, levou ele e os convidados a tentar retirar o suposto invasor do local. O Fortaleza Esporte Clube informou que acompanha o caso e oferece apoio aos atletas envolvidos.

A Polícia Civil do Ceará abriu investigação, tratando o caso como lesão corporal dolosa. A Delegacia de Polícia Civil de Eusébio apura as circunstâncias, autoria e responsabilidades do episódio.

Este episódio envolve questões de convivência entre moradores, vizinhos, atletas e restrições de barulho, com desdobramentos legais ainda em apuração. Compartilhe sua opinião nos comentários sobre como situações assim devem ser gerenciadas pela cidade e pelos clubes, levando em conta o diálogo entre moradores e equipes.

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