O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta quinta-feira, de forma privada, a líder opositora venezuelana Maria Corina Machado para um almoço na Casa Branca, em meio aos esforços de manter uma linha de comunicação direta entre Washington e Caracas.
Machado chegou ao complexo da Casa Branca pouco antes das 12h30 (14h30 de Brasília). Vestia um conjunto de terno branco, desceu de um carro sem falar com a imprensa e foi conduzida ao encontro privado. A administração Trump optou por um ritmo contido após o conteúdo positivo de declarações recentes, quando o próprio presidente chegou a falar em uma possível forma de compartilhar o Nobel da Paz, premiação que Machado recebeu.
A Nobel da Paz, Machado dedicou o prêmio a Trump e mencionou a ideia de entregá-lo a ele, algo que a Academia Norueguesa explicou não ser viável. Enquanto a oposição venezuelana tenta consolidar sua influência, a relação com Washington avança, inclusive com o apoio dos EUA a um diálogo com Caracas.
Em paralelo, Delcy Rodríguez, atual líder interina da região, manteve uma conversa telefônica longa com Trump sobre petróleo, minerais, comércio e segurança, segundo o próprio presidente. O governo dos EUA segue conduzindo uma política de cooperação econômica com Caracas, ainda que o regime seja considerado narcoterrorista pela administração americana.
Na mesma semana, uma autoridade sob condição de anonimato confirmou a primeira venda de petróleo venezuelano apreendido, no valor de US$ 500 milhões, com os recursos direcionados a contas do Tesouro. A declaração reforça a estratégia de Washington de usar instrumentos econômicos para influenciar a situação na região, enquanto negociações com multinacionais sobre o marco legal seguem em curso.
Depois do encontro com Trump, Machado tem agenda no Senado, com encontros marcados com parlamentares democratas e republicanos. Ela deixou a Venezuela em dezembro, após quase um ano de clandestinidade, com apoio logístico dos EUA, após ter recebido o Nobel em Oslo. Em Roma, teve também um encontro com o papa, mantendo, segundo ela, uma postura otimista de que a vitória contra o regime venezuelano está mais próxima.
Ao encerrar a fase de encontros com representantes em Washington, Machado deverá manter o canal de comunicação com o Congresso, fortalecendo a cooperação entre a oposição e as instituições americanas para avançar nas pautas que vigem na relação bilateral.
Como você vê o papel de Washington nesse momento-chave para a Venezuela e o futuro político do país? Deixe seu comentário abaixo com suas perguntas, opiniões ou previsões sobre o desdobramento das relações entre os dois países.

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