Após a decisão tomada nesta quinta-feira (15) pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido para a Sala de Estado-Maior no Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Bolsonaro deixou a Superintendência da Polícia Federal, onde estava preso, e foi encaminhado à nova cela no fim da tarde.
Na Papudinha, Bolsonaro ocupa uma cela de 54 metros quadrados, com quarto, banheiro, lavanderia, cozinha, sala e uma área externa de 10,07 metros quadrados. A cela comporta até quatro pessoas, mas ficará exclusiva para o ex-presidente.
No mesmo Núcleo de Custódia da PMDF, estão também Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, e Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, que dividem outra unidade semelhante à que o ex-presidente passou a ocupar.
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses em regime inicial fechado, após ter sido condenado pela Primeira Turma do STF por liderar a tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro foi transferido para a PF no dia 22 de novembro do ano passado, após tentar romper a tornozeleira eletrônica que usava desde agosto.
A defesa e a família pediram medidas que descreviam as condições como “torturantes”. Moraes ressaltou que as condições excepcionais de custódia não transformam a execução da pena em uma estadia hoteleira nem em uma ‘colônia de férias’, destacando que tais privilégios não são comuns a 384.586 presos em regime fechado.
Na decisão, Moraes afirma que a concessão excepcional prevista para Bolsonaro, com acesso a televisão a cores, banheiro privativo, frigobar e banho de sol diário e exclusivo, não se aplica a demais detentos.
A determinação estabelece ainda que a esposa e os filhos de Bolsonaro poderão visitá-lo apenas às quartas e quintas-feiras, entre 8h e 16h.
A Papudinha oferece atendimento médico em regime de plantão 24 horas, com um posto de saúde no local e equipe composta por dois médicos clínicos, três enfermeiros, dois dentistas, um assistente social, dois psicólogos, um fisioterapeuta, três técnicos de enfermagem, um psiquiatra e um farmacêutico.
A nova prisão fica mais próxima da residência de Bolsonaro – a 7 quilômetros da casa, em comparação com a distância de cerca de 17 quilômetros até a Superintendência da PF no Jardim Botânico, em Brasília.
Essa mudança aproxima o ex-presidente de seu cotidiano familiar, mantendo a discussão sobre as condições de custódia sob o escrutínio público e o debate sobre tratamento a detentos de diferentes perfis.
Ao acompanhar a mudança, leitores podem enviar suas opiniões e perguntas sobre as condições de custódia, a aplicação da pena e os impactos institucionais dessa decisão. Compartilhe o que você acha deste movimento e como ele pode influenciar o debate sobre justiça e segurança pública.

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