Antes de chegar à presidência, Donald Trump já circulava nos círculos de Nova York e Hollywood, onde George Clooney o conhecia de perto. O ator descrevia Trump como um personagem folclórico da noite, mais interessado em celebridades do que em políticas públicas, uma percepção que ganharia peso quando o ex-empresário surgiu no cenário político.
Clooney, sempre ativo em causas de direitos humanos, democracia e liberdade de imprensa, já deixou claro que não pretende concorrer a cargos. Em entrevista à BBC, em 2021, ele disse que quer “ter uma vida boa” ao lado da família, longe da pressão da política institucional.
Apesar da popularidade de Clooney, pesquisas da época sugeriam que parte do eleitorado gostaria de ver celebridades disputando a Casa Branca. O ator manteve a posição de não se candidatar, mantendo o foco em sua atuação pública sem ambições oficiais.
A relação entre Clooney e Trump azedou com o tempo, sobretudo após ataques do então presidente às instituições democráticas e à imprensa. O marco ocorreu após os atos de 6 de janeiro de 2021, quando Clooney afirmou que o sobrenome Trump ficaria ligado a uma ideia de insurreição, consolidando-se como uma das vozes mais duras contra o trumpismo.
A tensão ganhou contorno quando Amal Clooney, advogada de direitos humanos, passou a ser citada em discussões sobre retaliações contra o apoio a instituições internacionais. Em 2025, houve relatos de que o governo Trump estudava sancionar advogados estrangeiros ligados ao Tribunal Penal Internacional, com Amal entre os citados, o que acendeu debates sobre a independência da Justiça.
No meio desse embate, George e Amal Clooney passaram a viver principalmente na França, onde compraram uma casa e criam os filhos. Em dezembro de 2025, a família foi oficialmente naturalizada como cidadã francesa. Trump reagiu de forma irônica nas redes sociais, criticando a imigração francesa, enquanto Clooney respondeu com ironia, dizendo que apoiar a ideia de “fazer a América ótima novamente” começaria pelas eleições de meio de mandato.
O conflito ganhou um capítulo simbólico no Globo de Ouro de janeiro de 2026, quando Clooney abriu o discurso em francês: “Bonsoir, mes amis, c’est un honneur d’être ici.” O gesto foi visto como uma provocação elegante a Trump e destacou o embate entre um astro comprometido com causas multilaterais e um político que costuma atacar estruturas internacionais.
Mais do que uma briga pessoal, o embate Clooney-Trump simboliza o choque entre dois projetos de mundo: um defensor de direitos humanos e instituições internacionais, e um político que frequentemente questiona esses pilares.
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Para entender esse duelo de narrativas, leia os relatos que envolvem a trajetória pública de Clooney, Amal e Trump, e acompanhe as repercussões de um embate que vai além de nomes, refletindo visões distintas sobre direitos, instituições e o papel da celebridade na política.
Convido você a deixar sua opinião nos comentários: o que a presença de celebridades pode acrescentar ou atrapalhar no debate público?

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