Operação Petardo: em 53% dos casos, Bope é acionado para “falsas bombas”

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O Esquadrão de Bombas do Bope desativou, nesta quarta-feira (14/1), um artefato semelhante a uma granada localizado na QNN 3, em Ceilândia (DF). Nem sempre há ameaça confirmada; na prática, em mais da metade dos casos o alarme é falso.

Entre 2020 e 2025, a Operação Petardo, ação integrada para atender denúncias envolvendo artefatos explosivos, foi acionada 149 vezes. Em 65 casos houve de fato uma bomba no local, equivalendo a 43% de confirmação, enquanto 57% não confirmaram explosivos, conforme dados da Metrópoles via LAI.

No período, os anos 2020 e 2021 foram os únicos em que a maioria dos chamados resultou na desativação de explosivo ou artefato explosivo. Em 2023, por exemplo, foram 42 chamados para suspeitas de bombas, com 13 casos confirmando explosivos.

Em 1º de janeiro de 2023, a equipe de segurança do Metrô-DF localizou uma sacola suspeita e acionou a Petardo; três horas depois, militares do Bope constataram tratar-se de dejetos de obra.

Em 2022, na véspera de Natal, três suspeitos colocaram uma bomba perto do Aeroporto Internacional de Brasília, acoplada a um caminhão-tanque abastecido com 60 mil litros de querosene de aviação, com a pretensão de provocar uma comoção social. Wellington Macedo de Souza, George Washington de Oliveira Souza e Alan Diego dos Santos Rodrigues são réus no Supremo Tribunal.

Ao dividir os casos por região, o Plano Piloto concentra a maior parte das demandas: foram 59 acionamentos entre 2020 e 2025, representando 39% do total.

O tenente-coronel Zairo Silva, comandante do Esquadrão de Bombas do Bope, afirma que a premissa é a prevenção e, por isso, o número de falsas bombas costuma superar o de casos reais. “Apesar de existirem meios tecnológicos, deslocamo-nos aos locais para verificar, por precaução”, ressalta o comandante.

Ao chegar ao endereço ou a locais públicos onde poderia haver explosivo, o Esquadrão de Bombas utiliza raio-X, robôs, braços telescópicos e roupas de aproximação para proteger militares e moradores da região. Se for confirmado o risco explosivo, o objetivo é desativar o artefato preservando a evidência para investigações futuras, usando em alguns casos canhões de água para reduzir danos ao objeto.

Essa é a visão atual sobre a atuação do Bope, que prioriza a prevenção e a preservação de provas para investigações. E você, o que pensa sobre as ações de prevenção e desativação de artefatos explosivos em grandes cidades? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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