Os holofotes da política baiana estavam na Lavagem do Bonfim, mas a presença do senador Angelo Coronel (PSD) não trouxe o desfecho esperado. A edição deste ano não exibiu frases marcantes nem adesões explícitas à causa petista na Bahia. A família Coronel não compareceu, e a expectativa caiu como poeira na Quarta-feira de Cinzas.
A ausência de Coronel não surpreendeu. Apesar de ter marcado presença em lavagens anteriores, o senador não tem base eleitoral em Salvador e preferiu não se expor ao clima beligerante que a imprensa costuma criar. Com a já prevista ausência de Otto Alencar (PSD), não houve gatilho que elevasse a temperatura nas relações PSD-PT.
Entre Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União), candidatos declarados ao pleito, pouco se viu de grandes caciques ao redor de Jerônimo. Ele parecia isolado, mobilizando secretariado e aliados que buscam espaço na Assembleia e na Câmara. Mesmo sem contraponto direto a Coronel, a ideia de uma acomodação entre aliados ganhou força após o encontro com Diego Coronel.
No campo da oposição, ACM Neto manteve-se próximo de Bruno Reis, que demorou a cruzar o circuito para evitar embates públicos. Neto usou a Lavagem como teste de popularidade para alimentar suas redes e rebater críticos da sua mobilização. Ao lado de João Roma (PL), o ex-prefeito optou por não transformar o evento em campo de confronto aberto.
Outro que aproveitou a ocasião foi o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Ele quer manter-se na corrida presidencial e disparou críticas aos governos petistas, buscando tirar proveito da popularidade entre aliados baianos.
Em resumo, o início da campanha manteve temperatura baixa, mesmo com o calor do verão soteropolitano. A Lavagem do Bonfim, festa religiosa e de fé, parece ter se sobreposto aos usos políticos, sugerindo que a disputa ainda está longe de ganhar o tom de confronto.
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