Três policiais penais foram denunciados pelo Gaeco/MPRS, junto com outras 14 pessoas, por participação em organização criminosa. A denúncia pediu o afastamento das funções e a perda do cargo.
As investigações, batizadas de Operação Madrinha, deflagradas em dezembro do ano passado, apontam que o grupo integrava um esquema para facilitar a entrada de drogas e celulares em presídios, além de permitir a circulação de pessoas não autorizadas no interior das unidades prisionais.
A denúncia apresentada nesta quinta-feira (15/1) pelos promotores Diego Pessi e Manoel Figueiredo Antunes envolve crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, favorecimento real qualificado, falsidade ideológica e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
A Operação Madrinha foi deflagrada pelo Gaeco em 11 de dezembro de 2025 e teve como alvo uma organização criminosa que atuava em presídios do Rio Grande do Sul, facilitando a entrada de drogas, celulares e outros itens ilícitos.
A ação ocorreu em São Luiz Gonzaga, Ijuí e Santiago, resultando na prisão de dois policiais penais, uma ex-apenada e um detento, além de duas prisões em flagrante.
Na ocasião, foram cumpridos 17 mandados de busca, com apreensão de armas, drogas, dinheiro, celulares e veículos. A operação mobilizou 27 investigadores do Gaeco e 32 policiais militares, além de 73 integrantes do GAES e da Corregedoria da Polícia Penal.
A atuação envolveu a participação direta de membros da organização criminosa e de servidores públicos, evidenciando a necessidade de controle rigoroso no sistema prisional do Rio Grande do Sul.
Compartilhe suas opiniões sobre esse desmantelamento e a importância de combater a corrupção no sistema prisional nos comentários.

Facebook Comments