Protestos no Irã perdem força após repressão violenta que deixou milhares de mortos

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


Protestos no Irã perdem força após repressão violenta que deixou milhares de mortos

A mobilização que começou em Teerã, em 28 de dezembro, contra o custo de vida expandiu-se para outras cidades com o clamor pela queda do sistema clerical que governa o Irã desde a Revolução de 1979. Embora a pressão tenha alcançado várias regiões, as autoridades recorreram a uma repressão acentuada durante um feriado prolongado, o que dispersou o movimento segundo observadores internacionais.

Organizações de direitos humanos afirmam que a violência resultou em um grande número de mortos. A Iran Human Rights aponta pelo menos 3.428 falecimentos, enquanto outras entidades destacam relatos de violência extrema e execuções em alguns casos. Relatos de testemunhas citados por essas organizações descrevem mortes a tiros, uso de armas de guerra e ataques a manifestantes feridos nas ruas.

A repressão coincidiu com um apagão de internet que, segundo a Netblocks, ultrapassou 180 horas sem conectividade, dificultando a verificação de números e a comunicação entre manifestantes e apoiadores internacionais. Ainda assim, imagens de necrotérios e famílias buscando seus entes queridos ganharam circulação, reforçando a gravidade da crise.

No cenário internacional, houve pressão diplomática. Aliados do Golfo, segundo autoridades sauditas, Catar e Omã, teriam pedido a Donald Trump que oferecesse uma oportunidade ao Irã, enquanto Washington impôs sanções a autoridades acusadas de coordenar a repressão, incluindo Ali Larijani, líder de um órgão de segurança. À margem, Putin conversou com Netanyahu para reduzir tensões, e a Casa Branca informou que pediu ao presidente israelense que não intervenha militarmente.

No âmbito das Nações Unidas, a iraniana Masih Alinejad afirmou que “todos os iranianos estão unidos” contra o regime clerical. O representante iraniano contestou a avaliação dos EUA, acusando Washington de explorar protestos pacíficos para fins geopolíticos. As discussões destacam a contenção da violência diante de uma crise que continua a eclodir em diferentes frentes.

Diante deste cenário, os observadores avaliam que a mobilização, embora temporariamente sufocada, permanece potencialmente retomável, à medida que a pressão interna e as tensões regionais persistem. O Irã enfrenta uma fase crítica, com consequências complexas para a população local e para a política externa de várias potências.

E você, como percebe o impacto dessas eleições de força na vida cotidiana dos moradores da região e no equilíbrio regional? Compartilhe seu ponto de vista nos comentários e participe da conversa sobre o que vem a seguir para o Irã e o cenário internacional.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Candidato de extrema direita lidera primeiro turno das eleições presidenciais em Portugal

André Ventura, líder do Chega, aparece como favorito no primeiro turno das eleições presidenciais em Portugal neste domingo (18), embora as chances de...

Primeiro-ministro do Iêmen renuncia e é substituído por chanceler

Meta descrição: Primeiro-ministro Salim Saleh bin Buriek renunciou e foi substituído por Shaya Mohsen Zindani, após tensões entre Riade e Emirados Árabes Unidos...

Estados Unidos bloqueiam emissão de vistos para o Brasil e mais 74 países

Estados Unidos congelam a emissão de vistos para 75 países, incluindo o Brasil. A medida, divulgada pela Fox News e confirmada pela Casa...